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*Vídeo: ParaibaOnline
No quadro semanal “Do Grão ao Pão”, o especialista Norival Monteiro destacou a importância do leite nas formulações de panificação e confeitaria, classificando o ingrediente como um “melhorador natural” capaz de transformar características essenciais dos produtos.
Segundo ele, o leite atua diretamente no fortalecimento da rede de glúten nas massas, contribuindo para melhores resultados tanto em pães quanto em bolos, tortas e até pizzas.
“O leite é classificado como um melhorador natural nas formulações. Nos pães, ele fortalece a rede de glúten e promove leveza. Já nos bolos, além de leveza, ele confere sabor, maciez e ainda aumenta a vida útil do produto”, explicou.
Norival também chamou atenção para os diferentes tipos de leite disponíveis no mercado e como cada um impacta nas receitas. Entre eles, estão o leite in natura, o pasteurizado, o UHT (de caixinha) e o leite em pó, bastante utilizado pela indústria.
De acordo com o especialista, o leite em pó integral é o mais adotado pela panificação industrial por oferecer maior controle de qualidade, facilidade de armazenamento e estabilidade na produção.
“No processo de transformação do leite líquido para o leite em pó, algumas enzimas que prejudicam o desenvolvimento do glúten são neutralizadas. Isso melhora o desempenho da massa e também realça o sabor”, destacou.
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Outro ponto importante abordado foi a diferença entre o leite integral e o chamado composto lácteo, frequentemente utilizado como alternativa mais barata.
“O leite integral é 100% leite e garante qualidade e sabor. Já o composto lácteo tem outros ingredientes, como maltodextrina e amido. Ele reduz custos, mas impacta diretamente na qualidade final do produto”, alertou.
O especialista ainda trouxe uma orientação prática que pode fazer diferença no dia a dia, especialmente para quem produz em casa: ferver o leite antes de utilizá-lo nas receitas.
Segundo ele, esse processo ajuda a aumentar significativamente a durabilidade dos alimentos.
“Quando o leite não é fervido, um bolo pode durar apenas um ou dois dias. Ao ferver, a vida útil pode chegar a até seis dias, mantendo melhor textura, sabor e umidade”, explicou.
Norival ressaltou que esse tipo de conhecimento muitas vezes não chega ao consumidor final ou até mesmo a pequenos produtores, o que pode comprometer o resultado das receitas.
Por fim, ele destacou que eventos, encontros técnicos e convenções do setor são fundamentais para a troca de experiências e atualização profissional, permitindo avanços na qualidade dos produtos oferecidos ao público.
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