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Turismo & Gastronomia
Foto: Eduardo Knapp/Folhapress
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Cidade que mais recebe turistas no Brasil, São Paulo tem uma gama de atrações tão vasta que pode até confundir o visitante de primeira viagem.
DIA 1
Comece batendo perna pelo centro. Na parte histórica estão o Pátio do Colégio, onde a cidade foi fundada, a Catedral da Sé, e o Centro Cultural Banco do Brasil, prédio de 1923 que já foi agência bancária e hoje é espaço cultural.
Perto dali, na praça Antônio Prado, vários edifícios do começo do século 20 (quando arranha-céus mal existiam por aqui) chamam atenção pela monumentalidade.
Repare no lustre do hall de entrada do Edifício Altino Arantes, que abriga o Farol Santander, nos detalhes art déco da fachada do Edifício Banco de São Paulo e nas cores do Edifício Martinelli, o primeiro grande arranha-céu da cidade – às quintas, o site oficial libera ingressos para as visitas gratuitas às terças, mas também dá para subir lá nas festas que o lugar recebe.
Dali, desça para o vale do Anhangabaú. Repare no viaduto do Chá, que representa a primeira expansão da cidade, em direção ao outro lado do vale, onde fica o Theatro Municipal – visitas guiadas gratuitas acontecem de terça a sexta.
Atrás do outro viaduto, o Santa Ifigênia, fica o Mirante do Vale, que por 50 anos foi o maior edifício do país, com 170 metros de altura. Mais recentemente, seus últimos andares foram tomados por empreendimentos que se valem da vista lá de cima, como o Sampa Sky – uma armadilha de turista. Vale mais a pena se hospedar no prédio (há diversos Airbnbs) ou conhecer lugares como o Andar43 e o recém-inaugurado Iccarus, bar cujo fumódromo fica a céu aberto, no topo do edifício.
Almoce em um boteco tipicamente paulistano, como o Copanzinho ou o Estadão (que é uma opção ainda melhor para a larica da madrugada); se preferir algo mais arrumadinho, o Merenda da Cidade, o Wanderlust e o bufê a quilo Casarão Aurora são opções.
Depois do almoço, veja como eram os primeiros shoppings da cidade na Galeria Metrópole
(boa para fazer compras também) e tome um cafézinho na vibrante cafeteria do Sesc 24 de Maio.
À noite, se jogue na Barra Funda, já eleito um dos bairros mais legais do mundo, onde pipocam novas opções a todo momento. Os descolados da moda e da publicidade vão no Mamãe Bar, enquanto o Bandeira Bandeira reúne o público lésbico e o Dali Daqui, a galera do samba. Do outro lado dos trilhos, o Por Amor tem o charme de bebericar observando os trens passando para lá e para cá.
DIA 2
Dedique este segundo dia a explorar o entorno da avenida Paulista. A via fecha para carros aos domingos, mas é mais interessante nos outros dias, quando a muvuca é menor. De tudo que há por ali, o mais imperdível é o Masp, que recentemente ganhou um anexo, e o IMS (Instituto Moreira Salles).
Outros destaques são a Japan House (que abriga um excelente restaurante japonês, o Aizomê) e o mirante do Sesc Paulista – caso não consiga um horário, a cafeteria, que fica um andar abaixo, oferece a mesma vista sem filas, além de comes e bebes a preços justos.
Nessa pegada, boas opções de almoço são a Galeteria Dona Galô (próximo à estação Brigadeiro) e os restaurantes da rua Antônio Carlos, entre a Frei Caneca e a Augusta (mais perto da Consolação).
Principalmente nesse eixo da rua Augusta, a Paulista e seus arredores são repletos de lojas, shoppings e restaurantes que certamente vão tomar algumas horas do dia.
Portanto, vá sem pressa, para explorar tudo o que der vontade. Se fazer compras não for muito o seu rolê, passe a manhã no parque Ibirapuera, e migre para a Paulista na hora do almoço.
À noite, comece os trabalhos com pelo menos uma tacinha no bar de vinhos Los Perros. Escolha a unidade do Bixiga, bairro onde o encontro de diferentes comunidades imigrantes forjou o que hoje é um dos últimos redutos tradicionais da cidade, com uma esquina mais agitada que a outra.
Depois do vinho, desça a rua Treze de Maio até a roda de samba do Sirigoela se nada te apetecer no caminho, lá o fervo é certo.
Caso queira esticar a noite, não tenha vergonha de terminá-la no Funilaria. O bar que surgiu numa oficina mecânica já viveu seu auge, mas ainda tem boas festas, sempre com muita paquera.
DIA 3
Comece o último dia na muvuca da Liberdade. É um programa de compras, mas agrada também pelos restaurantes, como o quilo japonês Nandemoyá e o tailandês Thai e San. Se estiver friozinho, qualquer lámen da rua Thomaz Gonzaga te fará muito feliz.
Depois do almoço, despeça-se da cidade como um local, dando uma volta no Minhocão, viaduto símbolo da cidade que fecha para os carros aos finais de semana.
Caminhe por ele até pelo menos até o entroncamento com a avenida São João, que rende boas fotos com o edifício Altino Arantes ao fundo. Depois, desça para a Santa Cecília pelas rampas que existem por ali e sente em algum boteco tradicional do bairro, como o Johny’s da rua Canuto do Val, para jogar conversa fora observando a movida do bairro.
Boas opções de sobremesa e cafezinho também não faltam por ali: há os sorvetes artesanais da Glidah e da Cangote, os cookies da Ooey e cafeterias bonitinhas como a Lógico, o Takko e o Sofá Café.
SE TIVER +1 DIA
Visite a Pinacoteca e explore o Bom Retiro, que tem ótimos restaurantes de diferentes culinárias, em especial a grega e a asiática. Também vale um passeio pelo Higienópolis, que concentra o melhor da arquitetura modernista da cidade.
SE TIVER +2 DIAS
Conheça também Pinheiros, onde vive a galera descolada da Faria Lima, e dê uma esticada até o Morumbi para visitar a Casa de Vidro, onde morou Lina Bo Bardi, arquiteta do Masp.
*Com informações de Gabriel Justo/Folhapress
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