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Foto: Pixabay/ilustrativa
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O aplicativo WhatsApp divulgou nesta quarta-feira (30) a implementação de novos recursos de supervisão parental projetados para ajudar pais e responsáveis a acompanhar as interações de filhos adolescentes no aplicativo de mensagens.
Os pais poderão receber avisos quando o filho entrar ou sair de um grupo e quando um grupo do qual ele participa crescer significativamente.
A iniciativa amplia o pacote de ferramentas de segurança da plataforma e foca no monitoramento do comportamento em comunidades e conversas coletivas.
Os responsáveis também poderão definir quem vê a foto de perfil do adolescente e quem pode adicioná-lo a grupos.
Modo de acesso
Para tornar essas configurações menos restritivas, o jovem precisará da aprovação de um responsável por meio de um PIN, uma senha numérica definida na ativação dos controles.
As novas ferramentas incluem escolhas sobre o uso de canais e das atualizações de status: os pais poderão limitar quais status o adolescente vê e quem pode ver os publicados por ele.
Na Meta AI, assistente de inteligência artificial da empresa, será possível optar entre a configuração padrão para maiores de 13 anos e uma opção mais restritiva, chamada “Conteúdo limitado”.
O WhatsApp não detalhou quais respostas da ferramenta seriam bloqueadas nessa segunda opção.
Serviço opcional
A adesão será opcional. Segundo a empresa, pais e adolescentes poderão configurar os controles juntos, e os responsáveis poderão ajustá-los ou desligá-los depois.
Os avisos sobre grupos não darão aos pais acesso ao conteúdo das conversas: mensagens pessoais e ligações continuarão protegidas por criptografia de ponta a ponta, afirma o WhatsApp.
A novidade é diferente das contas gerenciadas para menores de 13 anos, anunciadas em março.
Naquele modelo, voltado a pré-adolescentes, os responsáveis podem decidir quem entra em contato com a conta e de quais grupos ela participa.
O anúncio desta quarta-feira trata de controles para adolescentes e acrescenta, entre outras opções, os alertas sobre grupos e as escolhas relativas à Meta AI.
As medidas são apresentadas em meio à implementação do ECA Digital, em vigor desde 17 de março.
A lei exige que serviços digitais acessíveis a crianças e adolescentes ofereçam ferramentas de supervisão parental e adotem medidas para prevenir riscos a esse público.
Também prevê proteção elevada nas configurações padrão. Por isso, a existência de controles opcionais, por si só, não permite concluir que todas as exigências da legislação estejam atendidas.
A proteção de menores depende ainda de medidas tomadas pela própria plataforma.
Contas eliminadas
Em seu primeiro relatório de transparência exigido pelo ECA Digital, o WhatsApp informou ter banido 61.115 contas brasileiras no primeiro semestre por infrações relacionadas à exploração sexual infantil.
Esse número registra ações de moderação da empresa e não indica quantas crianças foram atingidas.
*com informações de Bruno Lucca/folhapress
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