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Tecnologia
Foto: Pesquisadores e Freepik
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Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) desenvolveram um curativo adesivo inovador capaz de liberar medicamentos de forma controlada para o tratamento de infecções causadas pelo vírus Herpes simplex. O dispositivo, criado a partir de nanotecnologia aplicada a polímeros biodegradáveis, representa um avanço na busca por tratamentos mais eficazes, estáveis e confortáveis para pacientes que convivem com a doença.
A pesquisa e desenvolvimento do produto foi realizada por Raonil Ribeiro de Oliveira, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Odontologia (PPGO); Kaline do Nascimento Ferreira, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPCEM); Eliton Souto de Medeiros, professor orientador da pesquisa e docente do Centro de Tecnologia (CT); Paulo Rogério Ferreti Bonan, professor do PPGO, e Joelma Rodrigues de Souza, professora do Centro Profissional e Tecnológico Escola Técnica de Saúde (CPT-ETS).
De acordo com os pesquisadores, a ideia do curativo surgiu a partir de discussões sobre a necessidade de soluções mais eficazes e menos incômodas para pacientes com herpes bucal, uma demanda recorrente nas áreas de saúde bucal e dermatológica. O professor Eliton Souto de Medeiros explica que o professor Paulo Bonan já trabalhava com essa problemática, e que, a partir dessas conversas, nasceu a proposta de desenvolver um produto capaz de melhorar o processo de recuperação de quem convive com a doença.
O invento consiste em um curativo adesivo muco ou dermoadesivo, produzido a partir de micro e nanofibras obtidas pela tecnologia de fiação por sopro em solução, utilizando polímeros biodegradáveis e atóxicos.
A tecnologia também apresenta potencial de expansão. Segundo Eliton Medeiros, o grupo já conduziu outros estudos e planeja adaptar o sistema para diferentes fármacos e doenças que possam se beneficiar de sistemas de liberação controlada.
Como reconhecimento pelo caráter inédito e pelo potencial de impacto clínico da pesquisa, a tecnologia teve sua patente concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), com titularidade da UFPB. O processo foi conduzido e aprovado com apoio da Agência UFPB de Inovação Tecnológica (INOVA-UFPB), responsável por proteger e promover tecnologias desenvolvidas na instituição.
Com a patente consolidada, a expectativa é que o invento avance para a etapa de transferência tecnológica. Para Medeiros, o papel da universidade é demonstrar a prova de conceito: “Para transformar a pesquisa em um produto acessível, são necessários investimentos de startups ou parcerias com o setor farmacêutico”, ressalta.
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