Tecnologia

Invenção de cientistas da UFCG e UFPB pode baratear energia solar

Da Redação com Ascom
Publicado em 11 de janeiro de 2026 às 19:41

energia solar

Foto: Freepik

Continua depois da publicidade

Continue lendo

Cientistas da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) desenvolveram uma tecnologia que promete ampliar o acesso à energia térmica solar, aumentando a eficiência das placas absorvedoras e barateando os custos de produção dos coletores solares térmicos.

A energia solar térmica utiliza o calor do sol para aquecer um meio fluido (geralmente água), que é aproveitada em chuveiros, torneiras, piscinas ou processos industriais.

A tecnologia, elaborada pelos pesquisadores Gustavo Pamplona, Wanderley Ferreira e Raimundo Calazans, da UFCG, e Kelly Gomes, da UFPB, já foi registrada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e consiste em uma superfície de absorção seletiva de radiação solar à base do mineral ilmenita, que é um óxido natural de ferro e titânio.

De acordo com o pesquisador Gustavo Pamplona, a inovação possibilita um aumento significativo da absorção da radiação solar, aliado a uma baixa emissão térmica, característica essencial para a eficiência dos coletores, permitindo a redução de custos e a ampliação do acesso à energia solar térmica.

“Diferentemente das superfícies seletivas comerciais convencionais, que utilizam titânio metálico com processamento de alto custo, a solução por nós desenvolvida faz uso de um minério abundante no Brasil e com menor complexidade de processamento, o que pode refletir em uma diminuição significativa no custo final dos coletores solares”, observou Pamplona.

Segundo Kelly Gomes, a tecnologia desenvolvida nas instituições paraibanas também tem o potencial de fortalecer a cadeia produtiva nacional, uma vez que se baseia em recursos minerais disponíveis no território brasileiro e em processos desenvolvidos no ambiente acadêmico. “A ilmenita é um ativo estratégico para o Nordeste, especialmente para aplicações tecnológicas”, afirmou.

Dados do Anuário Mineral Brasileiro 2023 indicam que o Brasil possui reservas de titânio, principalmente ilmenita e rutilo, na ordem de 10,4 milhões de toneladas, distribuídas principalmente nos estados da Paraíba, Bahia, Pernambuco, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Na Paraíba, o município de Mataraca, localizado no litoral norte do estado, concentra os depósitos mais relevantes, tanto em reservas quanto em produção.

Valorize o jornalismo profissional e compartilhe informação de qualidade!

ParaibaOnline

© 2003 - 2026 - ParaibaOnline - Rainha Publicidade e Propaganda Ltda - Todos os direitos reservados.

ParaibaOnline | Notícias de João Pessoa e Campina Grande Sra. Caixas | Caixas de papelão em Campina Grande Eticar Baterias | Baterias para Carros e Motos em Campina Grande e João Pessoa Sindilojas Campina Grande Sincopeças Paraíba Edmaq Equipamentos | Equipamentos paras Bares e Restaurantes em Campina Grande VLD DIstribuidora e Varejista de Peças para Caminhões Volvo na Paraíba Voldiesel Paraíba | Truck Center especializo em Caminhões Volvo na Paraíba Stancanelli Transportes | Transportadora de Cargas de São Paulo para toda a Paraíba
WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com