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Foto: Ilustrativa/Pixabay
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Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) revelou que a aplicação de determinados tipos de inseticidas pode prejudicar a capacidade de voo de abelhas africanizadas, afetando atividades como a coleta de néctar, polinização e o retorno à colmeia.
O estudo, publicado em formato de artigo científico no Brazilian Journal of Biology, é fruto da pesquisa de mestrado em Horticultura Tropical de Juliana Coutinho, sob orientação do professor Ewerton Marinho. Foi conduzido no Laboratório de Entomologia da UFCG, no campus Pombal, e avaliou os níveis de toxicidade dos inseticidas Clorantraniliprole e Ciantraniliprole na sobrevivência e capacidade de voo da abelha africanizada Apis mellifera.
Durante o experimento, abelhas adultas foram expostas aos inseticidas de dois modos: pulverização direta sobre as abelhas e ingestão de dieta contaminada. Ambos os inseticidas causaram baixa mortalidade, porém a capacidade de voo foi afetada, pelo modo de exposição por pulverização direta nas maiores doses testadas.
As abelhas são consideradas importantes polinizadores na produção de alimentos contribuindo para a biodiversidade e a segurança alimentar global e qualquer prejuízo na mobilidade pode proporcionar falhas na polinização e redução drástica na obtenção de alimento.
Segundo o professor, os resultados do trabalho são importantes para orientar produtores sobre inseticidas mais prejudiciais e ressalta ainda que “é preciso avaliar os inseticidas em condições reais de campo, considerando fatores ambientais como temperatura, vento e horário de aplicação”.
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