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Saúde e Bem-estar

Casos de dengue aumentam na Paraíba

Da Redação com Secom/PB
Publicado em 4 de setembro de 2026 às 18:03

aedes aegypti mosquito da dengue

Foto: Divulgação/Fiocruz

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A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) alerta a população para a importância de intensificar as medidas de prevenção contra as arboviroses diante do aumento de casos de dengue registrado no estado.

Até a 34ª Semana Epidemiológica de 2026, foram contabilizados 6.647 casos prováveis de arboviroses, sendo 6.484 de dengue, 158 de chikungunya e cinco de zika.

O cenário reforça a necessidade de redobrar os cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti, especialmente durante o período de maior sazonalidade das doenças.

De acordo com o Boletim Epidemiológico das Arboviroses, divulgado pela SES-PB com dados analisados até 3 de setembro, os casos prováveis de dengue apresentam aumento de 10% em comparação com o mesmo período de 2025.

Já os registros de chikungunya tiveram redução, enquanto os casos de zika apresentaram aumento de 400%. O estado registra ainda 14 óbitos confirmados por dengue em 2026.

Atualmente, o sorotipo 3 é o mais prevalente na Paraíba, mas os sorotipos 1, 2 e 3 estão circulando no estado. Para a técnica responsável pela Vigilância das Arboviroses da SES-PB, Carla Jaciara, o cenário reforça a necessidade de manter a vigilância e, principalmente, os cuidados preventivos em todo o território paraibano.

“A população tem um papel importante no controle e na prevenção das arboviroses. É fundamental que os cuidados para evitar a proliferação do mosquito façam parte da rotina, principalmente neste período de maior sazonalidade”, destaca.

Prevenção em casa – A principal forma de prevenção das arboviroses é impedir a reprodução do Aedes aegypti. Para isso, é necessário evitar o acúmulo de água parada em recipientes, manter caixas-d’água fechadas, limpar calhas, descartar corretamente objetos que possam acumular água e manter quintais e outros ambientes limpos.

Vasos de plantas, pneus, garrafas, recipientes e outros objetos expostos à chuva também devem ser verificados regularmente. A recomendação é que a população reserve alguns minutos por semana para eliminar possíveis criadouros do mosquito.

O chefe do Núcleo de Fatores Biológicos e Entomologia da SES-PB, Nilton Guedes, destaca que o enfrentamento ao Aedes aegypti envolve o trabalho contínuo de monitoramento e apoio aos municípios. Segundo ele, a SES-PB tem realizado capacitações e orientações junto às gestões municipais e às Regionais de Saúde, além de apoiar os municípios com insumos necessários para as ações de controle vetorial.

“Estamos apoiando os municípios e as regionais com capacitações, orientações e também com a distribuição dos inseticidas e larvicidas necessários para o enfrentamento ao Aedes aegypti. É importante que, a cada ciclo e a cada visita, os municípios identifiquem suas fragilidades para que possamos melhorar as ações de enfrentamento ao mosquito”, explica.

Para os próximos meses, a SES-PB também orienta os municípios a intensificarem as ações de vigilância entomológica, seguindo o calendário de instalação e acompanhamento das armadilhas utilizadas para monitorar a presença do mosquito.

Na penúltima semana de setembro, os 223 municípios paraibanos deverão realizar o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), atividade que permitirá identificar áreas com maior presença de focos e direcionar as ações de controle.

A SES-PB também conta com o Laboratório de Entomologia para apoiar os municípios na análise das pesquisas realizadas, incluindo a avaliação de ovos e mosquitos coletados nas ovitrampas e dos focos identificados durante o LIRAa.

Nilton reforça, ainda, que as estratégias de controle vetorial precisam estar associadas ao trabalho educativo e à participação de diferentes setores da gestão municipal.

“Jamais podemos esquecer da parte educativa, da educação, e de envolver outros setores da gestão municipal para apoiar o tratamento e o controle vetorial realizado pelos agentes de saúde”, ressalta.

A SES-PB reforça que a prevenção não deve ocorrer somente quando há aumento de casos. O controle do Aedes aegypti depende da participação contínua da população e da atuação integrada entre Estado e municípios.

Além da prevenção dos criadouros, a SES-PB orienta a população a ficar atenta aos sintomas das arboviroses, como febre, dor de cabeça, dores no corpo, dor atrás dos olhos, manchas na pele, náuseas e vômitos. Em caso de suspeita, a recomendação é procurar um serviço de saúde e não se automedicar.

A busca oportuna pelo atendimento permite que o caso seja avaliado, notificado e, quando indicado, investigado por meio de exames laboratoriais. A coleta para realização do RT-PCR deve ocorrer, preferencialmente, entre o primeiro e o quinto dia do início dos sintomas, com encaminhamento da amostra para a ULA-100, serviço de referência.

“É importante que o profissional de saúde esteja sensibilizado e qualificado para identificar todo caso suspeito de arbovirose e realizar a notificação.

Para a população, é imprescindível procurar o serviço de saúde e não se automedicar, para que o caso seja identificado, notificado e a amostra seja coletada oportunamente”, explica Carla Jaciara.

Os 14 óbitos confirmados por dengue em 2026 foram registrados nos municípios de Alagoa Nova, Bayeux, Brejo do Cruz, Campina Grande (2), Camalaú, Guarabira, João Pessoa, Monteiro, São Bento (4) e Sumé.

A SES-PB reforça que o enfrentamento das arboviroses é uma responsabilidade compartilhada. A eliminação de possíveis criadouros do Aedes aegypti, a atenção aos sintomas, a participação nas ações de controle e a busca oportuna pelo serviço de saúde são medidas fundamentais para reduzir a transmissão, prevenir agravamentos e proteger a população.

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