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Saúde e Bem-estar
Foto: Secom-JP
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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de João Pessoa mantém uma rede estruturada voltada ao cuidado com a saúde mental da população pessoense que garante assistência em diferentes níveis de atenção.
Por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), o município oferta acompanhamento contínuo e integrado, de acordo com as necessidades de cada usuário, desde o acolhimento nas Unidades de Saúde da Família (USFs) até os atendimentos especializados e de urgência e emergência.
“Uma Rede de Atenção Psicossocial estruturada permite que o cuidado em saúde mental seja contínuo, integrado e próximo da realidade das pessoas, sem depender apenas de atendimentos isolados ou de internações. É uma rede que garante um cuidado integral, territorial, humanizado e articulado, permitindo que cada pessoa seja acompanhada ao longo do tempo e tenha acesso ao serviço mais adequado de acordo com a sua necessidade”, destaca a diretora do Departamento de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, Alessandra Gomes.
A Rede de Atenção Psicossocial de João Pessoa é composta por quatro Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), três Residências Terapêuticas, uma Unidade de Acolhimento Infantil, o Centro de Referência do Cuidado à Vida (CRCV), que funciona como ambulatório especializado, e o Pronto Atendimento em Saúde Mental (PASM), além dos demais pontos da rede que atuam de forma articulada na assistência à população.
Nos serviços especializados, são acompanhados atualmente mais de 5,1 mil usuários, além dos moradores das Residências Terapêuticas.
Para o acolhimento e atendimento de pessoas com depressão e outras situações relacionadas ao sofrimento psíquico, a SMS dispõe do Centro de Referência do Cuidado à Vida (CRCV), localizado na Policlínica Municipal de Jaguaribe, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, por demanda espontânea.
Atualmente, o serviço acompanha 620 usuários que são assistidos por uma equipe multiprofissional, formada por médico psiquiatra, psicólogo e assistente social, além de grupos terapêuticos.
Nos casos de urgência e emergência psiquiátrica, a população pode buscar atendimento no Pronto Atendimento em Saúde Mental (PASM), que funciona 24h e está localizado em prédio anexo ao Complexo Hospitalar de Mangabeira.
O serviço atende situações como crises agudas relacionadas à saúde mental, surtos psicóticos, uso compulsivo ou abstinência de álcool e outras drogas, tentativas de suicídio, além de quadros agudos de ansiedade e depressão. O atendimento pode ocorrer por demanda espontânea, por meio de familiares ou mediante encaminhamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Cuidado contínuo
Por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), a Secretaria Municipal de Saúde oferta, de forma contínua, um acompanhamento especializado às pessoas com transtornos mentais persistentes ou sofrimento mental relacionado ao uso prejudicial de álcool e outras drogas.
Por meio do CAPS III Gutemberg Botelho e do CAPS III Caminhar, é ofertado atendimento às pessoas com sofrimento ou transtorno mental severo e persistente. Atualmente, o Gutemberg Botelho atende 1.722 pessoas, enquanto o Caminhar acompanha 1.520 usuários.
Já o CAPS AD David Capistrano atende, atualmente, 800 pessoas que apresentam sofrimento mental relacionado ao uso prejudicial de álcool e outras drogas.
Para a assistência às crianças e adolescentes que apresentam transtornos mentais ou sofrimento relacionado, entre outras situações, ao uso de álcool e outras drogas, a SMS mantém o CAPSi Cirandar. Atualmente, o serviço presta assistência a 478 crianças e adolescentes, com idades entre 3 e 18 anos incompletos.
Nos serviços, os usuários contam com acompanhamento multiprofissional, incluindo atendimento médico, de enfermagem, psicológico e social, além de atividades coletivas, grupos terapêuticos, oficinas e outras ações voltadas ao cuidado e à convivência social.
“Os CAPS são serviços fundamentais dentro da rede porque oferecem um acompanhamento contínuo e multiprofissional, respeitando as necessidades de cada usuário. Além da assistência em saúde, o trabalho também busca fortalecer vínculos familiares e sociais e contribuir para a autonomia e reinserção dessas pessoas na comunidade”, destaca Alessandra Gomes.
A rede também conta com três Residências Terapêuticas que acolhem atualmente 30 moradores. Os serviços integram a estratégia de cuidado voltada à garantia da autonomia, da convivência comunitária e da reinserção social dos usuários.
Além desses serviços, a RAPS conta com uma Unidade de Acolhimento Infantil, destinada ao atendimento de crianças e adolescentes que necessitam de suporte temporário e acompanhamento em saúde mental.
“Uma RAPS estruturada transforma o cuidado em saúde mental de uma lógica centrada apenas na doença e na hospitalização para uma lógica de cuidado integral, territorial, humanizado e articulado. Isso é especialmente importante para garantir que a pessoa seja acompanhada ao longo do tempo e tenha acesso ao serviço adequado conforme sua necessidade”, explica a diretora do Departamento de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde.
Além da RAPS
Opções para o cuidado com saúde mental também podem ser encontrados em outros pontos da Rede Municipal de Saúde. A Atenção Primária à Saúde atua na identificação, acolhimento e acompanhamento dos usuários, além da articulação com os serviços especializados quando há necessidade de atendimento específico.
A população também pode acessar práticas complementares por meio dos Centros de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (CPICS) Equilíbrio do Ser, localizado nos Bancários, e Canto da Harmonia, no bairro Valentina.
Os espaços ofertam práticas que contribuem para a promoção da saúde e do bem-estar, integrando diferentes estratégias de cuidado.
Outra iniciativa é o Programa Saúde em Movimento, que incentiva a prática regular de atividades físicas em diversos pontos da Capital, como praças, academias da saúde e Unidades de Saúde da Família (USFs).
Os interessados em participar podem procurar um dos locais onde as atividades são realizadas e realizar o cadastro junto às equipes.
Setembro Amarelo
No mês de setembro, o cuidado com a saúde mental ganha ainda mais visibilidade a partir da campanha Setembro Amarelo, que chama a atenção para a importância da prevenção ao suicídio, da valorização da vida e do cuidado contínuo.
Este ano, a Campanha tem como tema “Escutar é estar presente”, e busca lembrar que oferecer uma escuta acolhedora pode representar o primeiro passo para que alguém em sofrimento emocional encontre apoio e não enfrente o momento sozinho.
Além dos serviços da Rede Municipal de Saúde, quem precisar de apoio emocional pode entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188 ou acessar o site www.cvv.org.br , onde também estão disponíveis atendimento por chat, e-mail e outras informações sobre o trabalho da instituição.
*Com informações da Secom-JP
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