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Saúde e Bem-estar
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Você conhece alguém que sofre com mau hálito? Pesquisas apontam que cerca de 30% dos brasileiros apresentam halitose e que, em aproximadamente nove a cada dez casos, a origem está na própria boca.
Na coluna Consultório JM, do Jornal da Manhã, da Rádio Caturité 104.1 FM, deste sábado (29), o médico Antônio Henriques explicou que, embora muitas vezes o problema esteja relacionado à higiene bucal, existem diversas outras causas.
CAUSAS MAIS COMUNS
Entre os fatores que podem provocar ou favorecer a halitose estão a saburra lingual, caracterizada pelo acúmulo de células e bactérias sobre a língua, além de placa bacteriana, cáries, gengivite e periodontite.
A redução da produção de saliva, períodos prolongados sem alimentação, tabagismo e alguns hábitos também podem contribuir para o surgimento do mau hálito.
É POSSÍVEL ACABAR COM O MAU HÁLITO?
Segundo Antônio Henriques, depende da origem do problema.
“Quando a halitose está relacionada a um problema pontual como a gengivite, o acúmulo de placa ou saburra da língua, o tratamento da causa pode resolver o problema”, afirmou.
No entanto, algumas pessoas apresentam condições que favorecem a recorrência.
“Algumas pessoas apresentam fatores que favorecem a halitose de forma recorrente como a boca seca, doenças periodontais ou determinadas condições sistêmicas”, apontou.
ODOR PODE INDICAR A CAUSA
O médico explicou que as características do odor podem fornecer pistas sobre a origem da halitose. Apesar disso, ele ressaltou que a avaliação clínica é fundamental para identificar a causa e definir o tratamento adequado.

Foto: ParaibaOnline
TRATAMENTO
O tratamento depende diretamente da causa identificada. Independentemente da origem, Antônio recomenda manter uma boa higiene bucal, com escovação dos dentes, limpeza da língua, enxágue da boca e consultas regulares ao dentista.
QUANDO PROCURAR UM OTORRINO?
Se o mau hálito persistir mesmo com os cuidados de higiene bucal, é importante buscar investigação profissional. O médico pode avaliar outras possíveis origens do problema, incluindo alterações gastrointestinais, amigdalite e sinusite.
Nesses casos, a avaliação com um otorrinolaringologista pode ser necessária para identificar e tratar a causa.
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