Fechar
O que você procura?
Saúde e Bem-estar
Foto: Elza Fiuza/ABr
Continua depois da publicidade
Continue lendo
A procura por suplementos alimentares atingiram o maior nível já registrado pelo Google em 2026, tanto no Brasil quanto no mundo, segundo dados do Google Trends.
É o recorde de procura sobre o tema desde o início da série histórica, em 2004.
O Brasil lidera o ranking de interesse na América do Sul.
A alta não se restringe ao termo genérico “suplemento alimentar”. Consultas por ômega 3, magnésio, vitamina D, vitamina B12 e suplemento de ferro também atingiram recordes de interesse.
No Brasil, as consultas pelo termo dobraram (+100%) entre 1º de janeiro e 20 de agosto de 2026 em comparação com o mesmo período de 2021.
No mundo, o crescimento quase triplicou (+190%) na comparação entre os dois períodos.
Já na evolução de interesse ao longo de cinco anos, as pesquisas cresceram 40% no Brasil e 70% no mundo. “Qual o melhor suplemento?”, “Para que serve o suplemento?” e “O que é suplemento alimentar?”, foram as três perguntas mais buscadas por brasileiros.
Proibição
Na última segunda-feira (17), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a fabricação, comercialização e uso de suplementos alimentares das marcas SharkPro e Newfit por irregularidades sobre controle de qualidade e adulteração dos produtos, o que pode ter contribuído para a alta no país esta semana.
Para Alana Rocha, médica e professora de endocrinologia da Afya Educação Médica Vitória, existe a percepção de que o uso indiscriminado de polivitamínicos seria uma forma de melhorar a saúde, mas a prática pode trazer riscos.
“Existe o mito hoje extremamente difundido de que o uso de suplementos de forma automedicada e indiscriminada gera saúde. Isso não está relacionado à saúde, não melhora a saúde, não melhora longevidade e traz uma série de riscos, diz.
Para o ex-presidente e atual coordenador da comissão internacional da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), Paulo Miranda, o aumento do consumo não significa que exista uma real necessidade das pessoas usarem a suplementação.
“Estamos vendo uma onda de aumento do uso de suplementos, em grande parte sem necessidade. Hoje, vemos pessoas saudáveis tomando quatro, cinco, dez comprimidos por dia para se manter saudáveis. Isso não existe”, afirma.
Segundo Miranda, há casos específicos em que a suplementação é indicada, como determinadas situações de prevenção e tratamento da osteoporose, gestação, cirurgia bariátrica e deficiência nutricional identificada.
A análise também pode começar pela alimentação. Uma avaliação alimentar pode mostrar que determinado nutriente não está sendo consumido em quantidade suficiente. Nesse caso, o primeiro passo pode ser ajustar a dieta; quando isso não é possível, a suplementação pode ser necessária.
O consumidor deve verificar se as empresas que fabricam esses suplementos seguem as normas sanitárias da Anvisa. É possível consultar o número de registro ou notificação informado no rótulo no sistema da agência, além de verificar listas de produtos irregulares, alertas e recolhimentos.
*com informações de Vitor Hugo Batista/folhapress
© 2003 - 2026 - ParaibaOnline - Rainha Publicidade e Propaganda Ltda - Todos os direitos reservados.