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Saúde e Bem-estar
Foto: Pixabay
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O estado de São Paulo registrou 18 mortes por febre maculosa entre janeiro e julho deste ano.
No mesmo período, foram confirmados 19 casos da doença, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP).
As mortes ocorreram principalmente nas regiões de Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo.
A febre maculosa é transmitida pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii.
A doença pode atingir pessoas de qualquer idade e levar à morte em poucos dias quando o tratamento é iniciado tardiamente.
Os primeiros sintomas são inespecíficos e podem ser confundidos com dengue, viroses ou leptospirose.
Febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar costumam surgir nos primeiros dias.
A partir do terceiro dia, podem aparecer manchas avermelhadas na pele, seguidas de pequenas lesões arroxeadas, principalmente nas mãos e nos pés.
Esses sinais podem indicar a evolução para uma fase mais grave da doença.
Em estágios avançados, podem ocorrer gangrena nos dedos e nas orelhas, além de paralisia que começa nas pernas e pode avançar até os pulmões.
O infectologista Jean Gorinchteyn, do Hospital Israelita Albert Einstein, alerta que o diagnóstico precoce é decisivo para evitar complicações graves.
“A mortalidade pode chegar a 80% quando o tratamento antibiótico não é iniciado rapidamente. A doença provoca uma inflamação dos vasos sanguíneos que pode comprometer rins, fígado e cérebro”, explica.
O especialista orienta que pessoas que apresentarem febre após visitar áreas de mata, florestas, fazendas ou trilhas ecológicas informem imediatamente esse histórico ao médico.
Também é necessário ficar atento aos cães, que podem entrar em áreas de vegetação, retornar para casa com carrapatos presos ao corpo e levar o vetor para o ambiente doméstico.
“O carrapato também pode permanecer em camas e roupas, aumentando o risco de exposição”, disse Gorinchteyn.
Como evitar a doença
Para reduzir o risco de infecção, a recomendação é evitar áreas de mata e o contato com gramados e vegetação alta. Quando isso não for possível, é indicado utilizar calças compridas, botas e roupas claras.
Após passeios em áreas de risco, é importante inspecionar o corpo e as roupas em busca de carrapatos. Cães também devem ser protegidos com coleiras e produtos repelentes específicos.
“A prevenção depende da atenção aos ambientes frequentados e da identificação precoce dos carrapatos”, lembra o infectologista.
Gorinchteyn ressalta que a confirmação laboratorial pode levar até duas semanas. Por isso, diante da combinação de sintomas e histórico de visita a locais de risco, o tratamento deve ser iniciado imediatamente.
“Não se deve esperar o resultado dos exames, porque o atraso pode permitir a progressão para formas graves”, orienta o infectologista, que também é professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).
O que fazer ao encontrar um carrapato
Caso a pessoa encontre um carrapato aderido ao corpo, o Ministério da Saúde orienta que ele seja removido com uma pinça, sem apertar ou esmagar o animal, puxando-o com firmeza. A mesma orientação vale para os cães.
“Depois de remover o carrapato inteiro, lave a área da mordida com álcool ou sabão e água. Quanto mais rápido tirar os carrapatos do corpo, menor será o risco de contrair a doença”, recomenda o Ministério da Saúde.
As peças de roupa utilizadas em áreas de risco também devem ser colocadas em água fervente.
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