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Saúde e Bem-estar
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
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A coordenadora municipal da Rede Alyne, tutora estratégica do Programa Alimenta Brasil, do Método Canguru e coordenadora das ações do Agosto Dourado, Laudeci Brito, destacou a importância da informação, do acolhimento e da orientação às mães para fortalecer o aleitamento materno durante entrevista concedida à Rádio Caturité FM, nesta quinta-feira (6).
Segundo Laudeci, o tema da campanha deste ano, “Fortaleça o que funciona”, reforça que o incentivo ao aleitamento não exige medidas complexas, mas sim apoio contínuo desde o pré-natal.
“A gente não precisa fazer tantas coisas difíceis. Precisa principalmente se alinhar, vincular e orientar com segurança as nossas mulheres, inclusive já no pré-natal, antes mesmo de ganhar o bebê”, afirmou.
Durante a entrevista, a coordenadora chamou atenção para um dos principais desafios enfrentados pelas mães: os mitos relacionados à amamentação. Ela explicou que comentários como “leite fraco” ou a necessidade de complementar a alimentação do bebê com fórmulas acabam gerando insegurança justamente em um período delicado da maternidade.
Laudeci reforçou que não existe leite materno fraco e que diferenças na aparência ou na cor são naturais, sem comprometer a qualidade nutricional.
“O leite, independente da sua cor, tem a mesma composição e os mesmos nutrientes. Até os seis meses, quando a amamentação é exclusiva, ele é completo. Tem água para hidratar, proteínas, gorduras e substâncias que funcionam como a primeira vacina do bebê”, destacou.

Codecom-CG
Outro ponto enfatizado foi o papel do Banco de Leite Humano do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), que, além de receber doações, oferece acolhimento e orientação às mães que enfrentam dificuldades durante a amamentação.
Laudeci explicou que Campina Grande conta com uma rota domiciliar para coleta do leite excedente, permitindo que as doadoras não precisem se deslocar até a unidade.
“A mulher que doa é aquela que tem produção excedente. O leite doado vai salvar a vida de bebês prematuros internados nas unidades neonatais. Se não tiver doadoras, nós não somos banco”, ressaltou.
Ela também incentivou a população a contribuir com a doação de potes de vidro com tampa plástica rosqueável, utilizados no armazenamento do leite humano, e lembrou que o contato com o Banco de Leite pode ser feito pelas redes sociais da instituição.
Sobre o Agosto Dourado, Laudeci explicou que o mês serve para consolidar o trabalho realizado durante todo o ano nas maternidades, no Banco de Leite Humano e na Atenção Primária à Saúde, com intensificação das ações educativas, capacitações e mobilizações.
A programação inclui um workshop sobre aleitamento materno, marcado para o dia 18 de agosto, no Teatro Municipal; uma caminhada em prol da amamentação, no dia 22, com concentração no Museu dos Três Pandeiros, no Açude Velho; e o tradicional Grande Mamaço, no dia 30 de agosto, reunindo mães lactantes e doadoras em um momento de incentivo e valorização da amamentação.
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