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Saúde e Bem-estar
Foto: Secom-JP/Arquivo
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A Gerência de Vigilância Epidemiológica de João Pessoa faz um alerta à população sobre os riscos de transmissão da hepatite A em períodos de chuvas intensas, enchentes e alagamentos.
Com o acúmulo de água e a possibilidade de contato com esgoto e resíduos contaminados, o vírus pode circular com mais facilidade, aumentando o risco de adoecimento.
A hepatite A é uma infecção causada pelo vírus VHA, transmitido principalmente pela via fecal-oral, por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados, além do contato com superfícies e locais atingidos por enchentes.
Em cenários de alagamento, a água da chuva pode se misturar ao esgoto, contaminando poços, rios, alimentos e utensílios domésticos.
De acordo com a gerente da Vigilância Epidemiológica, Danielle Melo, a prevenção é fundamental, especialmente neste período de maior incidência de chuvas.
“As pessoas precisam redobrar os cuidados com a higiene e evitar qualquer contato desnecessário com águas de enchente. A hepatite A é uma doença prevenível, e a vacinação continua sendo a principal forma de proteção”, destaca.
O vírus da hepatite A consegue sobreviver por longos períodos no meio ambiente e os sintomas podem surgir entre 10 e 50 dias após a contaminação. Entre os principais sinais de alerta estão pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura, fezes esbranquiçadas, náuseas, vômitos, febre, mal-estar e perda de apetite.
Apesar da baixa incidência da doença, que este ano ainda não registrou casos, é preciso ficar em alerta e, ao apresentar sintomas, especialmente após contato com áreas alagadas, a população deve procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima para avaliação, diagnóstico e acompanhamento adequado.
Entre as principais medidas de prevenção estão hábitos de higiene básicos como lavar as mãos frequentemente, principalmente antes das refeições e após usar o banheiro; consumir apenas água tratada, fervida, filtrada ou mineral; higienizar frutas, verduras e legumes adequadamente, utilizando solução clorada; evitar alimentos de procedência duvidosa; evitar entrar ou permanecer em águas de enchentes e alagamentos; manter atenção redobrada com crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas.
Danielle Melo reforça ainda que os cuidados devem continuar mesmo após o período das chuvas.
“Muitas pessoas acreditam que o risco acaba quando a água baixa, mas o vírus pode permanecer em ambientes e superfícies contaminadas. Por isso, é importante manter as medidas preventivas e buscar assistência ao menor sinal de sintomas”, acrescenta.
Vacinação pelo SUS
A vacina contra a hepatite A é ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e integra o Calendário Nacional de Vacinação. Na rotina, a vacina deve ser administrada em crianças com 15 meses, em dose única.
Além disso, alguns grupos têm acesso ao imunizante, em duas doses, através do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE).
São eles: Hepatopatias crônicas de qualquer etiologia, inclusive portadores do vírus da hepatite C (VHC); Portadores crônicos do VHB; Coagulopatias; Pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA); Imunodepressão terapêutica ou por doença imunodepressora; Doenças de depósito; Fibrose cística (mucoviscidose); Trissomias; Candidatos a transplante de órgão sólido, cadastrados em programas de transplantes; Transplantados de órgão sólido (TOS); Transplantados de células-tronco hematopoiéticas (TCTH); Doadores de órgão sólido ou de células-tronco hematopoiéticas (TCTH), cadastrados em programas de transplantes; Hemoglobinopatias; Asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas.
*Com informações da Secom-JP
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