Fechar
O que você procura?
Saúde e Bem-estar
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
Continua depois da publicidade
Continue lendo
A médica geriatra Ana Luiza Figueiroa destacou durante o quadro Vida Plena que sentir dor durante o envelhecimento não deve ser encarado como algo natural da idade.
Segundo ela, apesar de ser uma condição frequente, a dor crônica, considerada aquela que persiste por mais de três meses, precisa sempre de avaliação e tratamento adequados.
Estudos apontam que entre 30% e 50% dos idosos convivem com dores persistentes, podendo ultrapassar 60% em pacientes mais frágeis ou com múltiplas doenças.
Entre as causas mais comuns estão a artrose, especialmente de coluna e joelhos, dores musculares, fibromialgia, sequelas de AVC e neuropatias, como as relacionadas ao diabetes, que costumam causar sintomas como queimação, choques e dormência, principalmente nas mãos e nos pés. A especialista também lembrou que dores relacionadas à circulação, ao câncer e outras condições específicas também podem atingir pessoas idosas.
A geriatra ressaltou ainda que muitos idosos acabam se acostumando com a dor, deixam de procurar ajuda médica e passam a reduzir suas atividades diárias, comprometendo gradualmente a qualidade de vida. Além dos impactos físicos, a dor crônica pode afetar o sono, o humor, a memória, o apetite e favorecer quadros de isolamento, tristeza e até depressão.
Outro ponto de atenção destacado foi a automedicação. Segundo a médica, o uso inadequado de medicamentos como anti-inflamatórios, corticoides e relaxantes musculares pode provocar consequências importantes, incluindo aumento da pressão arterial, problemas renais, sangramentos, sonolência, tontura e maior risco de quedas. Ela reforçou que o tratamento da dor vai além do uso de medicamentos e pode incluir fisioterapia, atividade física orientada, acupuntura, perda de peso, acompanhamento emocional e mudanças na rotina do paciente.
Ao final, a especialista reforçou que dor não é uma regra do envelhecimento, mas sim um sinal de que algo precisa de atenção, destacando a importância do diagnóstico precoce e da busca por acompanhamento médico adequado.
Ouça aqui.

ParaibaOnline/Arquivo
© 2003 - 2026 - ParaibaOnline - Rainha Publicidade e Propaganda Ltda - Todos os direitos reservados.