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Saúde e Bem-estar
Foto: Secom/JP
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Com a intensificação das chuvas e o aumento das áreas de alagamento, a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa reforçou o alerta à população sobre os cuidados necessários para prevenir a leptospirose, doença infecciosa transmitida principalmente pelo contato com água, lama ou ambientes contaminados pela urina de animais infectados, especialmente ratos.
Dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria apontam que, entre 2015 e 2026, foram registrados 141 casos de leptospirose entre moradores de João Pessoa, com nove óbitos no período.
Somente em 2025, foram contabilizados 73 casos, número significativamente superior ao registrado em 2024, quando houve oito casos confirmados.
A gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, Juliana Trigo, destacou que o período chuvoso exige atenção redobrada, principalmente em locais com risco de alagamentos e em áreas endêmicas.
“A leptospirose é uma doença grave, mas que pode ser evitada com medidas simples de prevenção. É fundamental evitar o contato com água de enchentes e lama, utilizar equipamentos de proteção, como botas de borracha, quando necessário, manter os ambientes limpos, sem acúmulo de lixo ou entulhos que favoreçam a presença de roedores, além de evitar o contato das mãos e dos pés com águas pluviais e não levar as mãos às mucosas”, alertou.
A doença pode provocar sintomas como febre, dor de cabeça, dores no corpo, olhos avermelhados, náuseas, vômitos e urina escura. Em casos mais graves, pode causar complicações renais, hepáticas e até levar à morte.
Em caso de contato com água de enchente, a orientação é realizar a higienização adequada do corpo e dos objetos expostos, utilizando água sanitária na limpeza dos ambientes. Também é importante armazenar corretamente os alimentos e manter caixas d’água, tonéis e reservatórios devidamente fechados.
Juliana Trigo reforçou ainda a importância de procurar atendimento médico ao surgimento dos primeiros sintomas, principalmente após exposição a áreas alagadas.
“O diagnóstico precoce é essencial para reduzir complicações e salvar vidas. Ao apresentar sintomas após contato com enchentes ou locais contaminados, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde e evitar a automedicação”, destacou.
Na Rede Municipal de Saúde, o trabalho de prevenção à proliferação de roedores e ao avanço da leptospirose ocorre de forma contínua e integrada pelas equipes de Vigilância em Saúde.
O monitoramento permanente realizado pela Vigilância Epidemiológica permite identificar áreas de risco, orientar ações preventivas e fortalecer estratégias de controle da doença no município. Paralelamente, a Vigilância Ambiental realiza visitas e inspeções em escolas, unidades de saúde e instituições públicas, orientando sobre áreas endêmicas e medidas preventivas.
Além disso, equipes do Programa Nacional de Vigilância em Saúde dos Riscos Associados aos Desastres (Vigidesastres) têm visitado frequentemente áreas atingidas por alagamentos para avaliar a situação.
Quando há identificação de roedores, o Centro de Controle de Zoonoses é acionado para executar ações direcionadas de combate.
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