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Saúde e Bem-estar
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba, Bruno Leandro de Sousa, destacou durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM, a realização de um grande evento promovido pelo CRM-PB em Campina Grande para discutir os novos rumos da medicina no Brasil, reunindo estudantes, médicos e especialistas de diversas áreas.
Segundo Bruno Leandro, o encontro acontece no Garden Hotel.
“O evento é destinado a estudantes de medicina e médicos de todas as idades. É o dia todo hoje e na quarta-feira pela manhã. Campina Grande é a capital da medicina brasileira nesses dias, com vários debatedores que vêm discutir um novo rumo para a medicina. Já temos mais de 600 inscritos, mas cabe mais gente. Quanto mais vozes a gente conseguir ouvir, melhor”, afirmou.
Durante a entrevista, o presidente do CRM-PB ressaltou que o cenário atual da medicina brasileira exige atenção especial aos profissionais mais jovens, que já representam uma parcela significativa da categoria.
“Hoje no Brasil nós temos 680 mil médicos e 49% deles têm no máximo 40 anos de idade. Então, na verdade, nós não estamos falando do futuro da medicina, nós estamos falando do presente. Esses médicos estão nas UPAs, nas unidades básicas, na atenção primária e nos hospitais”, destacou.
Bruno Leandro afirmou que o crescimento acelerado do número de escolas médicas e de profissionais formados traz a necessidade de discutir qualidade na formação, carreira médica e condições de trabalho.
“Nós precisamos cuidar desse povo mais jovem também, orientar melhor na questão da carreira médica, verificar as condições de segurança do trabalho, os problemas relacionados à pejotização, atrasos salariais, insegurança no ambiente de trabalho e até os impactos da inteligência artificial. São muitos temas que precisam ser discutidos”, explicou.
O presidente reforçou ainda que o foco do Conselho Regional de Medicina é garantir qualidade na assistência prestada à população, ouvindo os profissionais e construindo soluções coletivas.
“Não é fazer para eles, é fazer com eles. Precisamos ouvir esse médico jovem para construir políticas de apoio que melhorem ainda mais a qualidade desses profissionais e isso se traduza em qualidade de atendimento para a população”, pontuou.
Ao comentar sobre a expansão do número de médicos no país, Bruno Leandro ressaltou que o principal desafio não é apenas ampliar a quantidade de profissionais, mas assegurar uma formação qualificada.
“Enquanto muitos programas querem aumentar a quantidade de médicos, nós precisamos verificar qual é a qualidade desses médicos que estão se formando, porque isso impacta diretamente no atendimento da população”, disse.
Ele também explicou que muitos profissionais recém-formados acabam adiando a especialização devido às dificuldades financeiras enfrentadas logo após a graduação.
“Muitos médicos já saem endividados da faculdade, principalmente porque hoje a maioria das instituições é privada. Isso faz com que muitos entrem imediatamente no mercado de trabalho e acabem adiando a residência médica, que é uma etapa fundamental da especialização”, concluiu.
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