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Saúde e Bem-estar

Especialista alerta sobre o excesso de açúcar para crianças

Da Redação com Ascom
Publicado em 22 de abril de 2026 às 21:11

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Foto: Imagem ilustrativa/Freepik

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Um grande fator responsável pela mudança nos hábitos alimentares é a globalização acelerada, causando um aumento no consumo de ultraprocessados, ricos em gordura, açúcar e sal. Com isso, a saúde de crianças e adolescentes é afetada diretamente e ocorre uma diminuição na ingestão de opções naturais, como frutas, verduras e legumes. Esse problema é um desafio para a saúde pública.

Para a nutricionista e professora do curso de Nutrição da UNINASSAU Boa Viagem, Jussara Pessôa, o aumento do consumo de açúcar entre os jovens é causado por mudanças no ambiente alimentar.

“Atualmente, as crianças estão cercadas por ultraprocessados altamente palatáveis e ricos em açúcar, como biscoitos, sucos em caixa, achocolatados e refrigerantes. A rotina acelerada das famílias também é um motivo, pois a falta de tempo leva à escolha de opções prontas e rápidas, levando ao baixo consumo de frutas, por exemplo”.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que a ingestão média diária de açúcar no Brasil deve ser de 25 a 50 gramas por dia. Porém, ela costuma chegar aos 80 gramas. Ou seja, anualmente, cada brasileiro consome, aproximadamente, 30kg. Esse valor ultrapassa o limite indicado, sendo de 18,2kg por pessoa.

“O frequente consumo de açúcar gera efeitos progressivos, como obesidade, quando o excesso vira gordura corporal, principalmente abdominal; diabetes tipo 2, que faz o organismo produzir mais insulina; e hipertensão, com o acúmulo de gordura nos vasos. Além disso, outra possibilidade é a esteatose hepática (gordura no fígado), aumentando o risco de doenças na vida adulta”, afirma.

Grande parte desse consumo excessivo não está ligado somente aos doces evidentes, como refrigerantes, sorvetes e balas, mas também aos “ocultos”. Eles são produtos constantemente considerados saudáveis. Iogurtes, cereais matinais, bebidas lácteas, sucos artificiais e barrinhas de cereais podem conter quantidades elevadas de açúcar, contribuindo silenciosamente para uma dieta desequilibrada.

“O açúcar provoca picos rápidos de glicose, gerando energia momentânea. Porém, após esse momento, vem a queda, causando cansaço, irritação e dificuldade de concentração. Além disso, pode aumentar a ansiedade e impulsividade, criando certa dependência, com a criança buscando doce não só por fome, mas por emoção. O importante é utilizar estratégias no lugar da proibição Reduza gradualmente, evitando rejeição e mantendo um ambiente controlado; promova uma educação alimentar; e seja um exemplo, pois os pequenos aprendem e imitam comportamentos. O ideal é evitar extremos, como proibições totais”, alerta a especialista.

Outro fator preocupante é o comprometimento do sistema imunológico das crianças. É fundamental investir em métodos de prevenção, com ênfase para a educação nutricional desde a infância. Nesses casos, as escolas desempenham um papel essencial, promovendo hábitos alimentares saudáveis e incentivando a prática de atividades físicas.

“O ideal é trocar produtos industrializados por naturais. Por exemplo, biscoitos recheados por frutas e castanhas; achocolatado por leite e cacau; e suco de caixinha por frutas in natura ou suco natural. Outras opções são alimentos práticos e saudáveis, como sanduíche integral com proteína; ovo cozido; iogurte natural com fruta; ou bolo caseiro de banana sem açúcar, mantendo sempre a qualidade nutricional. O melhor caminho é sempre buscar o equilíbrio. O açúcar não precisa ser totalmente proibido, seu uso deve ser ocasional e não diário. Além disso, a proibição total pode gerar compulsão”, destaca.

O ambiente familiar também é decisivo para moldar o comportamento alimentar das crianças. A reeducação deve envolver todos os membros da família.

“Comece pelas compras da casa, evitando ultraprocessados; organize os horários das refeições; e introduza opções naturais gradualmente. Envolver a criança no preparo das refeições é sempre uma ótima estratégia para ela conhecer os alimentos e ter interesse. Também é importante criar uma rotina, como comer à mesa e sem telas”, finaliza.

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