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Saúde e Bem-estar
Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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*Vídeo: ParaibaOnline
O vereador Olímpio Oliveira chamou atenção para o crescimento no número de tentativas de autoagressão em Campina Grande e defendeu uma nova abordagem de políticas públicas para enfrentar o problema.
Segundo o parlamentar, os dados registrados ao longo dos últimos anos são preocupantes e indicam a necessidade de ampliar o debate e o atendimento em saúde mental no município.
De acordo com Olímpio, os números mostram um crescimento significativo ao longo das últimas décadas, o que reforça a urgência de discutir estratégias mais eficazes de prevenção e assistência.
“Os números são alarmantes. Em 2007 nós tínhamos cerca de 26 tentativas e, em 2024, esse número chegou a quase 1.500. Só no ano passado foram quase mil casos, o que significa dizer que tivemos, em média, cinco tentativas por dia aqui em Campina Grande”, afirmou.
O vereador destacou que, diante desse cenário, é preciso que o poder público trate o tema com mais transparência e construa estratégias que garantam acolhimento e acompanhamento para pessoas em sofrimento psicológico.
“Nós estamos propondo discutir que tipo de serviço, que tipo de política pública o município tem para enfrentar esse número alarmante. Não adianta esconder ou colocar debaixo do tapete. É preciso dialogar e oferecer atendimento para as pessoas que estão passando por essas situações e apontar outros caminhos”, ressaltou.
Olímpio também questionou se a atual política de evitar ampla divulgação de dados sobre esses casos tem produzido os resultados esperados, defendendo que o problema precisa ser enfrentado de forma mais direta.
“Eu entendo a política nacional de não fazer uma divulgação excessiva desses números, mas também questiono se isso tem dado certo. Saímos de 26 casos em 2007 para quase 1.500 em 2024. Eu acredito que essa política precisa ser enfrentada de forma mais firme”, avaliou.
O parlamentar informou ainda que pretende dialogar com diferentes setores do poder público para buscar alternativas e fortalecer a rede de atendimento em saúde mental na cidade.
“Vou procurar a Secretaria Municipal de Saúde e também a Secretaria Estadual de Saúde para que possamos construir um mínimo de estrutura em Campina Grande capaz de atender as pessoas que precisam de acompanhamento psicológico nesse campo”, concluiu.
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