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Saúde e Bem-estar
Foto: iStock/Divulgação
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O mês de março é marcado pela campanha Março Lilás, voltada à conscientização e prevenção do câncer de colo do útero. O tema foi destaque no quadro semanal “Consultório JM”, apresentado aos sábados pelo médico Antônio Henriques, dentro da programação do Jornal da Manhã, na Rádio Caturité FM.
Durante sua participação, o médico destacou que, embora a doença ainda seja responsável por milhares de casos e mortes todos os anos, ela pode ser amplamente evitada com informação, vacinação e exames preventivos.
Segundo ele, o câncer de colo do útero está diretamente relacionado à infecção persistente pelo HPV (Papilomavírus Humano), vírus transmitido principalmente por via sexual.
“O câncer de colo do útero está diretamente relacionado à infecção persistente pelo papiloma vírus humano, também conhecido como HPV, um vírus transmitido principalmente por via sexual. Estima-se que a maioria das pessoas sexualmente ativas terá contato com o HPV em algum momento da vida”, explicou.
Na maior parte dos casos, o próprio organismo consegue eliminar o vírus de forma natural. No entanto, em algumas situações, a infecção permanece no organismo e pode provocar alterações nas células do colo do útero que, ao longo de vários anos, podem evoluir para o câncer.
O médico ressaltou que atualmente existem duas estratégias extremamente eficazes para reduzir significativamente a ocorrência da doença: a vacinação contra o HPV e a realização do exame preventivo Papanicolau.
“A boa notícia é que hoje dispomos de duas estratégias extremamente eficazes para reduzir de forma significativa a ocorrência dessa doença: a vacinação contra o HPV e o exame preventivo do câncer do colo do útero, popularmente conhecido como Papanicolau”, destacou.
A vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é recomendada principalmente para meninas e meninos antes do início da vida sexual, fase em que a proteção é mais eficaz.
Já o exame preventivo permite identificar alterações nas células do colo do útero antes mesmo do desenvolvimento do câncer, aumentando consideravelmente as chances de cura.
“Quando essas alterações são detectadas precocemente, o tratamento é simples, eficaz e apresenta altíssimas taxas de cura”, afirmou.
Antônio Henriques também alertou para um problema recorrente no Brasil: muitas mulheres ainda não realizam o exame preventivo regularmente, seja por falta de informação, receio ou dificuldade de acesso aos serviços de saúde.
Por isso, ele reforça a importância de campanhas de conscientização como o Março Lilás.
“Infelizmente ainda observamos no Brasil um número significativo de mulheres que nunca realizaram o exame preventivo ou que o fazem de forma muito irregular. Muitas vezes isso ocorre por falta de informação, receio ou dificuldade de acesso ao serviço de saúde”, pontuou.
Outro fator que preocupa é que o câncer de colo do útero, em sua fase inicial, geralmente não apresenta sintomas. Quando sinais como sangramento vaginal fora do período menstrual, dor pélvica ou corrimento persistente aparecem, a doença pode já estar em estágio mais avançado.
Por isso, o médico reforça que o acompanhamento preventivo deve ser feito mesmo quando não há sintomas.

Foto: ParaibaOnline/Arquivo
Ele lembrou ainda que países que investiram de forma consistente em vacinação e rastreamento conseguiram reduzir drasticamente a incidência da doença — um objetivo que também pode ser alcançado no Brasil com a participação da sociedade.
“O Março Lilás não é apenas um símbolo no calendário, é um convite à reflexão e à ação. Pais devem lembrar da vacinação de seus filhos contra o HPV, mulheres devem manter seus exames preventivos em dia e toda a sociedade deve incentivar o cuidado com a saúde feminina”, concluiu.
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