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A perda progressiva de massa muscular, condição conhecida como sarcopenia, pode trazer sérios riscos à saúde, principalmente entre pessoas com baixo peso ou histórico de variações frequentes de peso.
O alerta é do endocrinologista Victor Nóbrega Quintas Colares, que explicou a gravidade da doença durante entrevista ao Jornal da Manhã.
Segundo o especialista, a sarcopenia ocorre quando o corpo perde massa muscular de forma significativa, o que compromete a força e pode afetar também a saúde óssea.
Em alguns casos, a condição pode estar associada à obesidade, especialmente em pessoas que passaram por longos períodos de “efeito sanfona”, alternando entre perda e ganho de peso.
De acordo com o médico, no entanto, a condição é ainda mais comum em pessoas de baixo peso e com pouca massa muscular.
Nesse cenário, a perda de músculo pode contribuir para a deterioração dos ossos e aumentar o risco de fragilidade óssea, quadro que muitas vezes evolui de forma silenciosa.
“É uma doença que não dá sintoma. Se pressão alta doesse, ninguém morria do coração. Se osteoporose doesse, ninguém morria de fratura”, comparou o endocrinologista, destacando que muitas pessoas só descobrem o problema após sofrerem quedas.
Segundo ele, quedas frequentes podem ser um sinal de fraqueza muscular. Em casos mais graves, uma queda pode resultar em fratura de fêmur, trazendo consequências significativas para a mobilidade e qualidade de vida.
“A pessoa escorrega, cai porque está fraca. Cai, quebra o fêmur e existe 40% de chance de não voltar a andar da forma que andava antes”, alertou.
O endocrinologista ressaltou que a sarcopenia não possui um medicamento específico para tratamento, o que torna a prevenção e o cuidado com o estilo de vida ainda mais importantes.
Entre as principais estratégias estão alimentação adequada, prática de exercícios físicos e sono de qualidade.
“Existe tratamento com dieta hiperproteica, musculação e boas noites de sono. Existem alguns suplementos que ajudam, como HMB e whey protein, mas sem estímulo muscular, sem uma dieta adequada e sem dormir bem, esse quadro fica muito difícil de reverter”, concluiu.
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