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Foto: Ascom/Arquivo
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*Vídeo: ParaibaOnline
O aparecimento de mofo no pão ainda gera dúvidas entre consumidores, mas pode ser um indicativo positivo quando se trata de produtos sem conservantes. O tema foi abordado na coluna semanal “Do Grão ao Pão”, que trouxe esclarecimentos sobre contaminação cruzada, variação de temperatura e os perigos do uso de bromato de potássio na panificação.
“São duas características que geram mofo: contaminação cruzada e variação de temperatura. Às vezes a pessoa pegou o pão sem luva, encostou em uma bancada, ou levou para casa, pagou no caixa, não lavou a mão e acabou gerando contaminação cruzada. A variação de temperatura também pode causar mofo, para mais ou para menos. Mas não é comum e não é normal antes do tempo”, explicou.
Segundo ele, pães sem conservantes costumam apresentar mofo entre o quinto e o sétimo dia, o que é considerado natural. “Se ele mofou, fique feliz, porque ele é natural. Se ele não mofar, aí você fica preocupado. Pão sem conservante, basicamente, após entre o quinto e o sétimo dia ele mofa. Se não mofar, está acontecendo alguma coisa”, afirmou.
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O especialista relatou ainda uma experiência pessoal para reforçar o argumento. “A gente levou pão para casa no final de semana, acabou viajando e esqueceu. Quando fomos olhar, já tinha seis dias e o pão estava lá. Isso é natural. Impacta, mas é o normal de um produto sem conservante”, contou.
Durante a análise, também foi feito um alerta sobre o uso do bromato de potássio, substância proibida no Brasil, mas que ainda pode ser utilizada de forma irregular.
Segundo o especialista, o bromato tem como principal finalidade aumentar o volume da massa. “O bromato de potássio neutraliza e potencializa a proteína, fortalecendo a cadeia para resistir mais tempo à ação do fermento. Então, no lugar do pão sofrer a reação natural do processo de fermentação, o bromato vai fortalecendo para dar mais volume”, explicou.
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O resultado, segundo ele, é um pão maior, porém com estrutura comprometida. “O padeiro que usa isso já usa na má intenção. Ele corta um pão de 30 gramas e espera ele chegar a 40 gramas. Fica um pão grande, mas oco, sem miolo, sem estrutura. Se for um pão do dia, com seis horas de fermentação no máximo, você aperta ele e ele some na sua mão, fica só a poeira”, alertou.
Ele ainda destacou os riscos à saúde. “Você compra cinco, seis pães por um real e acha que está levando nutrição para casa, mas está consumindo veneno. Fatalmente isso pode trazer sérios problemas de saúde no futuro”, concluiu.
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