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*Vídeo: ParaibaOnline
A produção e comercialização do pão francês no Brasil seguem normas técnicas que visam garantir mais segurança alimentar ao consumidor. O tema foi destaque no quadro “Do Grão ao Pão”, em que o especialista Norival Monteiro explicou como a legislação atua para coibir irregularidades e proteger a saúde da população.
Segundo ele, nem tudo que aparenta ser pão, de fato, atende aos critérios técnicos exigidos. “As entidades vêm trabalhando buscando dar mais segurança aos consumidores com relação ao pão, porque nem tudo que parece ser pão, é pão de verdade”, afirmou.
Norival destacou que a Lei nº 9.933/1999 regulamentou a atuação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia e do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, permitindo que trabalhem em conjunto com autarquias como a Agevisa, entidades federativas, sindicatos e a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), além da Associação Brasileira de Normas Técnicas.
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A partir dessa regulamentação, foi criada a norma ABNT NBR 16.170, que estabelece critérios para a produção do pão francês.
Pão saudável leva poucos ingredientes
De acordo com o especialista, o pão mais saudável é aquele feito com poucos ingredientes: farinha de trigo, sal, fermento e água.
“O pão mais saudável que existe basicamente usa poucos ingredientes. No entanto, a textura dessa mistura fica rústica e precisamos dela mais macia e leve, mais fácil de consumir”, disse.
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Por isso, foram permitidos alguns aditivos e enzimas que auxiliam no desenvolvimento da rede de glúten, melhorando textura e sabor — desde que estejam dentro das normas sanitárias.
Bromato é proibido e pode levar à prisão
Norival fez um alerta enfático sobre o uso de substâncias proibidas, como o bromato de potássio. “Existem algumas substâncias terminantemente proibidas por serem cancerígenas e ajudar a desenvolver doenças, como o bromato de potássio. Ele é proibido por lei, e se o padeiro for flagrado usando, pode ser preso, pois é um uso criminoso, por ser um produto altamente nocivo à saúde”, alertou.
Segundo ele, um dos maiores desafios é informar corretamente os consumidores. O especialista também defendeu a comercialização do pão por peso, e não por unidade.
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“Quando a gente fala que a compra do pão precisa ser no peso não é para beneficiar o empreendedor. É uma questão de saúde pública. Comprando no peso ele está pagando pelo que está comprando. Na unidade, ele corre risco de comprar algo que não é de qualidade”, destacou.
O especialista orienta que o consumidor desconfie de pães muito grandes, ocos ou com características irregulares. “Desconfie de pães grandes, pães que só têm casca, que no outro dia estão murchos, com cheiro de azedo. O miolo do pão precisa ser denso, com casca grossa, com cor mais avermelhada, parecido com pão brote”, explicou.
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