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Foto: Caroline Morais/Ministério da Saúde
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* Vídeo ParaibaOnline
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um novo alerta para reforçar os riscos do uso indiscriminado das chamadas canetas emagrecedoras, prática que tem se popularizado, principalmente fora do ambiente médico.
Durante participação na coluna Consultório JM, do Jornal da Manhã, da Rádio Caturité 104.1 FM, o médico Antônio Henriques explicou a possível relação entre o uso desses medicamentos e quadros de pancreatite.
De acordo com o especialista, a pancreatite é uma inflamação do pâncreas, que pode se apresentar de forma aguda ou crônica, e pode ser provocada, entre outros fatores, pela formação de pequenos cálculos biliares que obstrui o ducto responsável pelo transporte da bile, interrompendo o fluxo das secreções pancreáticas e desencadeando o processo inflamatório.
Canetas emagrecedoras: Seis mortes suspeitas de pancreatite são registradas no Brasil
O médico elencou os principais sintomas da doença:
“Uma dor abdominal intensa na região superior que se irradia em faixa para as costas, náuseas, vômito, febre e icterícia”, destacou.
Antônio Henriques também alertou que a própria nomenclatura popular das chamadas “canetas emagrecedoras” induz a um entendimento equivocado sobre a real finalidade destes medicamentos.
“Essas drogas na verdade são indicadas inicialmente para tratar pessoas com diabetes tipo 2, obesidade, sobrepeso e comorbidades”, explicou.
O reforço do alerta pela Anvisa ocorre após a agência reguladora de medicamentos e produtos de saúde do Reino Unido, a Medicines and Healthcare products Regulatory Agency, divulgar 293 registros de pancreatite e 19 óbitos entre pessoas que faziam uso dessas medicações.
No Brasil, de 2020 até dezembro de 2025, foram notificadas 145 suspeitas de pancreatite associadas ao uso desses fármacos. As autoridades ainda investigam se seis mortes podem ter relação com as substâncias.
Apesar do alerta, o médico ressaltou que a associação direta entre esses medicamentos e a pancreatite ainda é tema de debate nas pesquisas científicas.
“Essa relação com a pancreatite é discutida há pelo menos 20 anos, e até hoje não se provou que existe de fato uma relação entre eles. Pode haver uma relação entre a perda de peso muito rápida e o aumento de cálculos na vesícula, que podem migrar e obstruir os ductos biliares, podendo indiretamente causar alguns casos de pancreatite”, ponderou.

Foto: ParaibaOnline/Arquivo
Ele destacou ainda que todo medicamento apresenta riscos de efeitos adversos.
“O risco de ocorrência de pancreatite já está incluído na bula dessas medicações”, disse.
Antônio Henriques explicou que a Anvisa decidiu reforçar a orientação para que esses medicamentos sejam utilizados apenas com indicação e acompanhamento médico.
O médico também chamou atenção para o crescimento do mercado ilegal.
“Isso é importante, porque como tudo que vende bem e dá dinheiro, surgiu contrabando, falsificações, surgiu todo um mercado paralelo que não é confiável”, enfatizou.
O médico ainda alertou para que a população evite adquirir medicamentos pela internet ou em mercados informais, por se tratar de fontes sem garantia de procedência e segurança.
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