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Saúde e Bem-estar
Foto: Angélica Gouveia/ UFPB/Arquivo
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Na Paraíba, mais de 700 mil estudantes da rede pública estadual e municipal alimentam-se na escola, através do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Num panorama nacional, o Nordeste é a segunda região com mais estudantes contemplados, chegando a um número de 11 milhões, segundo dados de 2023 do Governo Federal.
Cuidados com o manuseio dos alimentos servidos para crianças e adolescentes nas escolas são importantes para evitar doenças.
Com essa preocupação, o projeto de extensão Prevenção de enteroparasitos em crianças e manipuladores de alimentos em creches municipais de João Pessoa vem atuando há 20 anos no monitoramento e combate da proliferação de parasitas nos estudantes e manipuladores de alimentos.
A ação acompanha instituições por anos, combinando palestras com análises de material coletado nas creches, para localizar a presença de vermes.
A proliferação dos enteroparasitas é mais comum na infância, mas ainda acontece em adultos. A coordenadora da ação, professora Francisca Inês, explica que o intuito do projeto é criar um senso de prevenção e consciência em ambas as fases. “Acreditamos que ocorra uma transformação nos hábitos de higiene e educação sanitária, bem como uma maior conscientização acerca da prevenção das enteroparasitoses na infância, período em que são mais deletérias”, afirma.
O projeto atua nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) Julian Nunes de Figueiredo, Profa. Antonieta Aranha de Macedo e Frei Afonso. A diretora do CMEI Julian Nunes de Figueredo, Penha Lima, relata que as atividades organizadas pelo projeto trouxeram grande aprendizado às crianças e seus familiares. “As crianças demonstram maior autonomia na rotina de cuidados, enquanto as famílias passaram a adotar práticas mais preventivas em casa, fortalecendo a saúde coletiva”, comenta.
Além de atuar na prevenção, o projeto de extensão contribui com a saúde dos beneficiários de suas ações. Junto ao trabalho educativo com as crianças e os trabalhadores das escolas e creches, a ação também realiza a coleta de amostras de fezes dos alunos e responsáveis, da areia do parquinho e dos sanitários para serem testadas no laboratório da UFPB.
Após a análise, as pessoas que foram detectadas com enteroparasitos são encaminhados para um posto de saúde próximo à escola para o tratamento.
Antes do contato com o público-alvo, a equipe extensionista se prepara por cerca de dois meses. Nesse período, os discentes assistem aulas teóricas sobre o que são os enteroparasitos (vermes), como eles se proliferam e como prevenir a contaminação.
Em seguida, os estudantes entram em contato com o microscópio para a detecção dos parasitas. Passadas essas fases, inicia-se a preparação das peças e palestras que serão apresentadas para a comunidade escolar.
As atividades desenvolvidas pela extensão transmitem a educação sobre higiene, realizando palestras, utilizando canções e paródias lúdicas voltadas para o público infantil. Também é realizada uma peça de teatro com as possíveis situações de contaminação, como a de não lavar as mãos, por exemplo.
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