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Saúde e Bem-estar
Foto: Pixabay/ilustrativa
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O verão, marcado por altas temperaturas e maior circulação de pessoas, também é um período em que aumentam os casos de algumas doenças típicas da estação. Em seu quadro semanal “Consultório JM”, o médico Antônio Henriques fez um alerta sobre as afecções mais comuns nessa época do ano e reforçou a importância das medidas preventivas para evitar complicações.
Segundo o médico, quadros de vômito, diarreia e inflamações gastrointestinais são bastante frequentes durante o verão. Entre os principais agentes causadores estão vírus como norovírus, rotavírus e hepatite A, além de bactérias como Salmonella e Shigella.
“Nessas situações, a hidratação adequada é fundamental. Além disso, é essencial estar atento à procedência dos alimentos consumidos”, destacou Antônio Henriques.
O médico orienta que cuidados simples podem reduzir significativamente os riscos, como higienizar bem as mãos antes de preparar ou consumir alimentos, evitar alimentos crus ou molhos mal refrigerados e priorizar água industrializada, evitando gelo, principalmente fora de casa. Ele também reforça a importância de manter a vacinação em dia, especialmente contra rotavírus e hepatite A.
Outro ponto de atenção são as bebidas consumidas diretamente em latas ou garrafas. “É importante limpar a área onde a boca entra em contato, usando um pano com detergente, para evitar contaminações”, orientou.
Durante o verão, as doenças transmitidas por mosquitos também se tornam mais comuns devido às chuvas, que favorecem a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, além da febre oropouche, transmitida por outro tipo de mosquito. Para prevenção, o médico recomenda o uso de repelentes, eliminação de água parada, uso de roupas claras e de manga comprida e, quando disponível, a vacinação contra a dengue.
Em viagens para áreas de mata, Antônio Henriques alerta para a necessidade de verificar a vacina contra a febre amarela, cuja validade é de dez anos, e manter a vacinação antitetânica atualizada. “As vacinas salvam vidas. Mesmo doenças raras hoje só são raras porque a população se vacina”, ressaltou.
As doenças de pele também merecem cuidado. O calor e a umidade favorecem o surgimento de micoses, como frieiras e infecções na virilha, além do bicho geográfico, adquirido ao andar descalço em áreas contaminadas. Para evitar esses problemas, a orientação é não permanecer com roupas molhadas por muito tempo, usar chinelos ou calçados, higienizar bem a pele após banhos e, se possível, trocar a roupa de banho ao longo do dia.
Por fim, o médico chamou atenção para a insolação e a desidratação, comuns em períodos de exposição excessiva ao sol. “Evitar o sol entre 10h e 16h, usar protetor solar adequado e manter uma hidratação constante são medidas indispensáveis”, reforçou.
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