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Foto: ParaibaOnline
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A polarização política que domina o cenário nacional deve continuar influenciando o debate público nos próximos anos, mesmo com a futura saída das principais lideranças que protagonizam esse embate.
A avaliação é do publicitário José Maria, em entrevista à reportagem da Rádio Caturité FM.
Segundo ele, o país perdeu oportunidades importantes ao priorizar o confronto político em detrimento da construção de propostas voltadas para o desenvolvimento nacional.
Para José Maria, o ambiente eleitoral segue marcado pela disputa entre extremos, sem espaço para convergência ou discussão de um projeto consistente para o Brasil.
“Nós perdemos os últimos anos e, olhando um pouco para frente, a gente não vê muito cenário de mudança, porque hoje todos os candidatos têm como principal plataforma o confronto. Ninguém parte para a convergência nem para discutir um projeto de país. Reforça-se uma polarização que interessa aos dois extremos, mas não interessa ao Brasil”, afirmou.
O publicitário acredita que a polarização deverá sobreviver até mesmo ao encerramento da trajetória política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caso não haja uma mudança significativa na postura das novas lideranças.
“A menos que haja uma mudança radical no discurso e na preocupação das próprias lideranças. As que estão surgindo estão se atrelando a um dos polos e não apresentando uma proposta nova. Essa ideologização do processo político e essa divisão são muito perigosas”, destacou.
Ao analisar o cenário paraibano, José Maria afirmou que não acredita em uma nacionalização da disputa estadual em 2026. Para ele, o histórico recente mostra que o eleitor paraibano costuma fazer escolhas baseadas em fatores locais, independentemente da polarização nacional.
“Não acredito na nacionalização do processo eleitoral na Paraíba. Em 2022 também havia uma forte polarização nacional, mas a Paraíba votou a partir dos seus próprios critérios e das suas avaliações”, observou.
Sobre os principais temas que deverão pautar o debate eleitoral, o publicitário considera que, além da saúde e da segurança pública, questões ligadas ao emprego, à renda e ao desenvolvimento econômico serão decisivas para o eleitorado.
“Emprego, desenvolvimento e prosperidade são questões do dia a dia das pessoas. Saúde e segurança são importantes, mas gerar oportunidades, renda e bem-estar para as famílias será fundamental na agenda dos candidatos”, disse.
José Maria também chamou atenção para o comportamento do eleitorado considerado independente, que, segundo ele, tende a decidir a eleição presidencial. Na avaliação do publicitário, esse segmento está menos interessado em disputas ideológicas e mais preocupado com a qualidade de vida.
“Essas pessoas querem o bem-estar da sua família, o futuro dos seus filhos. Não estão olhando para polos, extremos ou ideologias. Elas querem uma perspectiva de futuro e uma chance de melhorar de vida. Acho que isso é o que vai fazer a diferença”, concluiu.
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