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Política
Foto: Ricardo Stuckert / PR
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Nova pesquisa do Instituto Datafolha sobre a sucessão presidencial mostra o presidente Lula (PT) com 48% das intenções de voto no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que marca 43%.
O cenário é de estabilidade ante junho, mostrando baixo impacto em intenção de voto da crise política da campanha do senador pelo Rio.
No primeiro turno, o petista marca 40%, ante 32% do primogênito do ex-presidente preso por golpe de Estado Jair Bolsonaro.
Apesar de semelhante ao aferido na rodada anterior, a comparação direta não é possível porque a ficha com nome de pré-candidatos mudou, chegando a 12 nomes. Já o tira-teima é comparável.
Em votos válidos, forma de contagem do dia da eleição que exclui brancos e nulos, Lula tem 45% e Flávio, 36%.
É preciso 50% mais um voto para vencer, mas o dado precisa ser lido com cautela, pois os 8% de nulo/branco/ninguém apontados agora tendem a cair perto do pleito.
Demais postulantes
O distante pelotão inferior da disputa do primeiro turno está todo embolado na margem de erro de dois pontos para mais ou menos e inclui Ronaldo Caiado (PSD, 4% de votos totais), Romeu Zema (Novo, 3%), Renan Santos (Missão, 3%), Augusto Cury (Avante, 2%), Samara Martins (UP, 1%), Cabo Daciolo (Mobiliza, 1%) e Rui Costa Pimenta (PCO, 1%).
Não pontuam Heitor Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB).
Dizem estar indecisos 3%.
O instituto ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios de quarta-feira (22) a esta quinta (23). O levantamento está registrado com o código BR-01166/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.
Também segue igual o cenário da rejeição, com 48% dos eleitores dizendo não votar de forma alguma em Flávio e 46%, em Lula.
Todos os outros candidatos têm níveis inferiores, de 13% para baixo.
A nova pesquisa aferiu o impacto de uma nova crise na campanha de Flávio, que acabava de estancar o efeito inicial da revelação de suas relações próximas com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O senador viu sua vantagem numérica sobre Lula se inverter, e o petista ganhou algum fôlego.
O caso ainda promete novos capítulos, com a abertura da investigação sobre o dinheiro que Vorcaro deu para financiar o filme hagiográfico sobre Bolsonaro, “Dark Horse”.
*da redação com informações Igor Gielow/folhapress
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