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Foto: ParaibaOnline
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“Quem produz aqui tem vontade de sair e quem está de fora não quer entrar na Paraíba por conta desse ambiente hostil para quem empreende.”
A declaração é do pré-candidato a vice-governador da Paraíba Diogo Cunha Lima (PSD), que fez duras críticas à política tributária do Estado e defendeu uma reformulação dos incentivos fiscais para estimular a geração de empregos e atrair novos investimentos.
Em entrevista à Rádio Caturité FM, nesta sexta-feira (17), Diogo afirmou que a alta carga de impostos compromete a competitividade da Paraíba em relação a estados vizinhos.
Empresário, Diogo disse que o desenvolvimento econômico será uma das prioridades da chapa encabeçada por Cícero Lucena (MDB).
Segundo ele, o Estado precisa deixar de tratar todas as regiões da mesma forma e passar a construir políticas específicas para fortalecer as vocações econômicas de cada município.
Pré-candidato revela principais problemas na Paraíba e propõe governo municipalista
“Esse é um quesito que muito me interessa, pois sou um empresário, empreendedor paraibano. Primeiro temos que identificar as vocações, os arranjos produtivos do estado.”
Como exemplo, o pré-candidato relembrou o regime especial concedido ao polo têxtil de São Bento durante a gestão do ex-governador Cássio Cunha Lima.
“Recentemente estivemos na cidade de São Bento, onde, na gestão do ex-governador Cássio, teve uma redução do ICMS a 1%. Houve um regime especial que teve um efeito gigantesco para toda aquela cidade, gerando mais emprego, renda e desenvolvimento. A vocação da região é a questão têxtil, com a fabricação de redes.”
Na avaliação de Diogo, a mesma estratégia pode ser aplicada a outros segmentos econômicos da Paraíba. Ele citou o potencial mineral do Estado, que tem ganhado destaque no cenário nacional, e afirmou que a redução da carga tributária deve ser utilizada como ferramenta para atrair investimentos e estimular a instalação de novas empresas.
“O que é preciso é enxergar o que o estado tem de potencial. Por exemplo, a questão mineral, que está sendo muito discutida, pois o Brasil é muito rico em terras minerais. Ao se identificar esses potenciais, precisa incentivar com cargas tributárias mais reduzidas.”
O pré-candidato também criticou o aumento da alíquota do ICMS de 18% para 20% e comparou a política tributária da Paraíba à de Pernambuco. Segundo ele, estados que oferecem incentivos voltados às suas vocações econômicas conseguem atrair empresas e ampliar a atividade produtiva.
“A questão do ICMS, quando mudou o governo, saltou de 18% para 20%. É uma carga altíssima. Você tem, por exemplo, Pernambuco, que faz esse processo de redução de carga tributária a partir das vocações do estado, ou seja, valoriza quem empreende.”
Ouça a entrevista:
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