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Foto: Ascom
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O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), afastado na última terça-feira (14), falou pela primeira vez sobre as investigações que apuram suposto elo com organização criminosa e desvio de R$ 270 milhões em recursos públicos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-gestor afirmou que, durante o período em que esteve à frente da Prefeitura, adotou medidas para combater a presença de facções na administração pública.
“Desde o primeiro dia que assumi interinamente a Prefeitura Municipal de Cabedelo, lutei incansavelmente contra as organizações criminosas que possam estar infiltradas na Prefeitura Municipal de Cabedelo, luta essa que foi comprovada através dos encaminhamentos de ofício às autoridades competentes para colocar a Prefeitura Municipal de Cabedelo à disposição dos órgãos de segurança para combater ou ajudar no enfrentamento a qualquer tipo de atitude criminosa em nossa cidade”, declarou.
Ele também destacou reuniões institucionais com órgãos de controle e segurança para garantir a transparência.
“Nos reunimos com o Ministério Público, com o Poder Judiciário, com os representantes da Polícia Civil, com os representantes da Polícia Militar, sempre nos colocando à inteira disposição para debater e repudiar de forma veemente qualquer situação com qualquer pessoa que tivesse indícios de ligação com o tráfico à Prefeitura de Cabedelo. Tudo isso comprovado devidamente através de documentos públicos que serão disponibilizados no momento oportuno”, afirmou.
Prefeito de Cabedelo é afastado do cargo dois dias após eleito
O prefeito afastado ressaltou ainda o envio de um projeto de lei à Câmara Municipal com foco no combate à infiltração criminosa.
“Informo ainda a toda população cabedelense que, tão logo ultrapassado o momento de vedações eleitorais, encaminhei à Câmara Municipal de Cabedelo um projeto de lei antifacção que tem por objetivo vetar a contratação de qualquer pessoa que tem envolvimento com o tráfico de drogas ou organização criminosa. Projeto esse que foi protocolado e já está em tramitação na Câmara Municipal de nossa cidade”, disse.
Sobre as investigações, Edvaldo Neto afirmou que os fatos apurados são anteriores à sua gestão interina.
“Vale frisar a toda população que todos os atos que estão sendo investigados pela Operação Cítrico foram realizados antes de eu estar na condição de prefeito interino de nossa cidade, ou seja, nenhum ato tem qualquer participação, mesmo que mínima, minha enquanto prefeito estive à frente da nossa cidade”, declarou.
Ele reforçou que suas ações buscaram moralizar a administração pública.
“Todas as medidas por mim adotadas enquanto prefeito interino foram buscando moralizar o nosso serviço público. Fazer com que nenhuma pessoa ligada a organização criminosa ou ao tráfico de drogas estivesse inserida nos quadros da Prefeitura Municipal de nossa cidade”, acrescentou.
Edvaldo Neto afirmou estar tranquilo e à disposição das autoridades.
“Venho com a minha consciência tranquila dizer que não cometi nenhum ato ilegal à frente da Prefeitura Municipal nem à frente da Câmara Municipal de nossa cidade. Continuarei aqui firme, de pé, sempre à disposição para responder a qualquer questionamento que me for feito, porque Cabedelo precisa avançar”, concluiu.
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