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Política
Foto: MPPB/Arquivo
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O promotor de Justiça do Ministério Público da Paraíba e coordenador do Gaeco, Otávio Paulo Neto, detalhou, nesta quarta-feira (15), o avanço das investigações sobre a atuação de facções criminosas com possível influência na estrutura pública de municípios paraibanos, especialmente em Cabedelo.
Segundo o promotor, há um esforço conjunto das instituições para combater a presença dessas organizações e sua interferência no poder público.
“Existe, de fato, o compromisso do estado da Paraíba e de todos os órgãos de persecução criminal quanto a essa questão de domínio territorial por parte de facções em nossos municípios, bem como a mistura dessas facções com órgãos públicos”, afirmou.
O promotor classificou o cenário como grave e com impacto sobre a democracia.
“A gente tem dito e ressaltado o quanto isso é grave. Isso fere os pilares básicos da democracia, isso mescla de uma maneira tosca aquilo que deveria ser limpo, claro, rígido”, destacou.
Otávio apontou um histórico de atuação criminosa organizada na cidade portuária.
“Cabedelo, ao longo dos anos, tem passado por um estado de coisas muito singular. Todos sabem dessa dominação por parte de uma determinada facção naquele município […] então, nosso trabalho é estratégico, visa atingir a cabeça do sistema e fazer com que pessoas que se acham inalcançáveis sejam alcançadas”, explicou.
Ele também detalhou o funcionamento do suposto esquema investigado, envolvendo empresas utilizadas como intermediárias.
“Existem contratações de empresas para serem o entreposto entre as facções e essas pessoas, o que possibilitou recursos aos faccionados para que eles se enraizassem em Cabedelo”, revelou.
O promotor garantiu que as ações não se limitarão ao município.
“A gente vai continuar fazendo o trabalho não só em Cabedelo, mas nos municípios que apresentam essa mesma irregularidade”, concluiu.
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