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Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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O deputado estadual Wallber Virgolino (PL) reagiu, nesta terça-feira (14), ao afastamento do prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), em meio a investigações da Polícia Federal sobre um suposto esquema de desvio de cerca R$ 270 milhões de recursos e ligação com facções criminosas.
Segundo Wallber, medidas judiciais já estão sendo articuladas para impedir a diplomação e posse do adversário.
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“Iremos pedir a não diplomação dele e consequentemente a não posse e também vamos incluir nesse processo o vice-prefeito e o presidente da Câmara, que também vêm do mesmo grupo, praticam os mesmos vícios e foram beneficiados pelas mesmas práticas”, afirmou.
REAÇÃO
O parlamentar disse ter recebido a notícia com preocupação, mas sem surpresa.
“Eu recebi com bastante tristeza. Eu não vou dizer que estou perplexo, porque eu sabia o que iria acontecer […] grande parte da Paraíba sabia o que estava acontecendo em Cabedelo, organização criminosa que vem ano a ano dilapidando o patrimônio público, usurpando o dinheiro do povo”, declarou.
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Wallber também criticou o cenário político local e classificou a situação como grave.
“Um esquema duro, um esquema perverso, um esquema que não respeita adversários, não respeita a população de Cabedelo e hoje a gente viu mais uma vez Cabedelo nas páginas policiais”, disse.
O deputado ainda citou o alto índice de abstenção como reflexo do momento vivido pela cidade.
“A gente viu que 23 mil pessoas não foram votar, não quiseram votar ou votaram em branco e isso é um sinal. Cabedelo é um Rio de Janeiro em miniatura piorada, pior que o Rio de Janeiro guardando as devidas proporções”, afirmou.
AIJEs
De acordo com ele, a nova ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) reforça denúncias já levantadas durante a campanha.
“Dos treze nomes citados na operação de hoje, cinco estão dentro. São denúncias que a gente já vinha esperando acontecer: abuso do poder econômico, ligação com facções criminosas, robôs em redes sociais para tentar me descredibilizar, mas a justiça foi feita”, pontuou.
Wallber afirmou ainda que pretende utilizar os meios legais para tentar reverter o cenário.
“Não estou achando bom. Cabedelo merecia uma eleição séria, uma eleição com lisura, uma eleição com respeito ao povo de Cabedelo, mas diante do que aconteceu vamos usar de todos os instrumentos jurídicos cabíveis para que a gente possa assumir esse mandato e trazer paz, austeridade, desenvolvimento e seriedade para a gestão de Cabedelo”, declarou.
O deputado também levantou suspeitas sobre interferências no processo eleitoral.
“Tenha certeza, pessoas que o tráfico identificou que votariam em mim foram forçadas a ficar em casa […] a chuva atrapalhou, o descrédito com a classe política atrapalhou, mas acima de tudo foi o povo achar que eu não teria chances de ganhar”, disse.
DEFESA DE INTERVENÇÃO
Wallber considerou a possibilidade de intervenção, mas com critérios.
“Se eu fosse autoridade da alta cúpula da Justiça Eleitoral Brasileira, Cabedelo tinha que ter uma intervenção […] indicada pelo colegiado, por todos os poderes e que se verificasse reputação ilibada, passado limpo e capacidade de gestão. Cabedelo não pode errar mais”, concluiu.
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