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Política
Foto: Leonardo Silva/ParaibaOnline/Arquivo
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*Vídeo: ParaibaOnline
O deputado estadual Tovar Correia Lima defendeu a adoção de medidas mais rígidas contra a ausência de parlamentares nas sessões da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e comentou os bastidores das articulações políticas para as eleições de 2026. As declarações foram feitas em entrevista ao ParaibaOnline nesta terça-feira (17).
Ao abordar o cenário político, Tovar destacou que ainda é cedo para definições mais concretas, especialmente em relação à composição das chapas majoritárias. Segundo ele, esse processo deve ganhar força apenas nos próximos meses.
“Às vezes, o vice-governador do Estado é definido mais à frente. Isso vai ser discutido em junho, julho. Faz parte do processo, seja em duas, três ou até mais chapas, como a possibilidade de uma terceira via”, afirmou.
O parlamentar também chamou atenção para a necessidade de maior compromisso dos deputados com a presença nas sessões legislativas, criticando a falta de quórum em algumas ocasiões.
“Eu moro em Campina Grande, trabalho em João Pessoa, e toda vez que chego aqui e não há sessão por falta de quórum, eu perco meu tempo, perco meu trabalho e meu discurso. A gente precisa prestar contas ao povo”, declarou.
Tovar defendeu que as atividades presenciais devem ser prioridade e criticou o uso recorrente de sessões remotas por parte de parlamentares.
“Se há sessão terça, quarta e quinta, os deputados têm que estar aqui. Não acho correto fazer sessões remotas de forma frequente. O trabalho precisa ser presencial”, reforçou.
Sobre a discussão envolvendo penalidades para faltas injustificadas, o deputado se posicionou favorável ao corte de salários, desde que a medida seja aplicada de forma justa.
“Não vejo problema no corte de salário, desde que seja algo justo. Se o deputado falta sem justificativa, essa ausência precisa ser registrada e refletir no salário”, disse.
Ele explicou que há exceções, como em casos de compromissos oficiais representando a Assembleia, quando a ausência pode ser devidamente justificada.
“Se for uma atividade institucional, seja em Brasília ou em outra cidade do estado, a falta é justificada. Mas sem justificativa, precisa haver consequência”, completou.
O deputado também comentou sobre o funcionamento do Legislativo em anos eleitorais, destacando que há uma reorganização das sessões para conciliar com a agenda política.
“Historicamente, no período eleitoral, as sessões ficam mais concentradas, geralmente nas terças-feiras, permitindo que os parlamentares cumpram outras agendas. Mas há também uma aceleração nas votações ao longo do ano”, explicou.
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