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Política
Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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O deputado estadual e candidato à Prefeitura de Cabedelo na eleição suplementar de abril, Wallber Virgolino (PL), criticou, nesta terça-feira (03), as articulações em torno dos apoios para as vagas no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB).
Segundo o parlamentar, haveria um acordo entre o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) para restringir a disputa entre nomes da base governista como Deusdete Queiroga (PSB) e Taciano Diniz (Republicanos).
“Hoje, do jeito que está se portando a Assembleia e o Governo do Estado, estão trocando figurinhas. São dois candidatos para duas vagas. Quem quer ser candidato não está tendo condições de disputar, porque fecharam um acordo a Assembleia e o Governo do Estado, onde só se pode assinar a lista daqueles dois candidatos. Isso quebra a democracia, isso diminui a Assembleia Legislativa, isso prejudica o próprio Tribunal de Contas”, afirmou.
Wallber defendeu a ampliação da concorrência no processo de escolha.
“Eu pugno que quem quiser ser candidato, desde que tenha os requisitos objetivos e subjetivos, reputação ilibada, tenha direito de concorrer e a gente vá para votação em secreto e ganhe quem tiver voto”, declarou.
Para o deputado, o modelo adotado compromete a imagem das instituições.
“Da forma que está, está uma panelinha, está se quebrando a democracia, envergonhando a Assembleia e colocando o descrédito do Tribunal de Contas e da Assembleia em relação ao povo da Paraíba. Isso é ruim para todo mundo”, criticou.
Apesar das críticas ao formato das articulações, Wallber Virgolino afirmou que assinou a lista de apoio a Deusdete e Taciano para a disputa.
“Assinei as duas listas porque me pediram primeiro, mas também assinei a de Bosco Carneiro. Eu acho que ele tem direito de concorrer, apesar de eu votar em Taciano Diniz e em Deusdete Queiroga”, justificou.
O parlamentar também ressaltou a importância da etapa de sabatina dos postulantes ao cargo de conselheiro.
“A sabatina é fundamental, é aí que a gente vai provar e comprovar se o saber jurídico e a postura do conselheiro, que vai enfrentar isso constantemente nos debates”, pontuou.
Wallber voltou ainda a defender a autonomia do Tribunal de Contas.
“Chega de o Tribunal de Contas se agachar a governador de plantão. O Tribunal de Contas é um órgão importante, um órgão independente, que tem em seus quadros pessoas independentes que julguem contas públicas e analisem postura de candidatos de forma muito séria”, concluiu.
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