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Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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*Vídeo: ParaibaOnline
O vereador situacionista em Campina Grande Alexandre do Sindicato (União Brasil) concedeu entrevista à Rádio Caturité FM, nesta segunda-feira (9), e avaliou o cenário político da Paraíba com vistas às eleições de 2026. Na conversa, o parlamentar falou inicialmente sobre a divisão da oposição, que hoje tem como pré-candidatos ao Governo do Estado Efraim Filho e Cícero Lucena, e, em seguida, fez uma série de críticas à atual gestão estadual.
Ao comentar o processo de construção política da oposição, Alexandre afirmou que o momento exige maturidade e reconheceu que a formação de uma chapa única enfrenta dificuldades naturais. “O momento político atual exige amadurecimento. Consideraria arriscado afirmar que a situação é simples. Seria ideal que todos estivéssemos unidos em uma única chapa, mas reconhecemos as dificuldades”, destacou.
Segundo o vereador, existem obstáculos claros na tentativa de unificação, especialmente diante das diferenças entre os principais nomes colocados no debate. “Sabemos que seria complicado ter o senador Veneziano na plataforma de Efraim, assim como seria desafiador ter o senador Efraim na outra plataforma”, afirmou.
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Para Alexandre do Sindicato, a existência de duas plataformas dentro da oposição pode contribuir para o fortalecimento do debate político no Estado. “Acredito que essas duas plataformas serão um espaço importante para um debate focado no que tem sido feito em nosso estado e no que almejamos”, avaliou.
Após tratar da divisão da oposição, o vereador passou a questionar o discurso de que a Paraíba vive seu melhor momento, levantando críticas nas áreas econômica, social e administrativa. “Qual é o melhor momento que o Estado vive hoje? É o melhor momento para um Estado que, dos 27 da federação, é o segundo com menor arrecadação de impostos?”, questionou.
Alexandre também citou a cobrança de impostos sobre energia solar e o alto custo do combustível como exemplos de medidas que, segundo ele, penalizam a população. “Temos um Estado que cobra imposto sobre energia solar, penalizando a sustentabilidade. Somos o segundo Estado que pratica essa cobrança. Além disso, temos o combustível mais caro”, disse.
O parlamentar criticou ainda o aumento do ICMS sobre os combustíveis. “Ao final de 2025, o governador João Azevêdo elevou o ICMS sobre o combustível de 18% para 20%. Poucos sabem disso, ou poucos divulgaram”, afirmou.
Na área da saúde, Alexandre citou episódios graves registrados em hospitais públicos da capital. “Pessoas consumiram alimentos contaminados no Hospital Metropolitano de João Pessoa. Mais de 20 pessoas perderam a visão no Hospital de Clínicas em decorrência de contaminação ou negligência”, ressaltou.
O vereador também mencionou o aumento da violência e a atuação de facções criminosas em regiões menos assistidas pelo poder público. “Os índices de violência são alarmantes, especialmente na região metropolitana de João Pessoa e também no Sertão. A presença do crime organizado em áreas desassistidas é preocupante”, declarou.
Por fim, Alexandre criticou a qualidade de obras públicas executadas pelo Governo do Estado e voltou a questionar o discurso de avanço da Paraíba. “Há obras que já estão se deteriorando. Estradas com valores elevados e problemas estruturais logo nas primeiras chuvas. Isso representa o melhor momento?”, indagou.
Encerrando a entrevista, o vereador defendeu a importância do debate político e afirmou acreditar que a oposição chegará fortalecida ao segundo turno das eleições. “Essa divisão é importante para o debate. Ao final, não tenho dúvidas de que meu candidato chegará ao segundo turno, e então teremos a oportunidade de avaliar as propostas”, concluiu.
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