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Política
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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Nesta quinta-feira (15), políticos paraibanos se pronunciaram sobre o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às emendas parlamentares, que atingiu cerca de R$ 50 milhões em recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) que estavam previstos para o estado no Orçamento Geral da União de 2026.
Em entrevista à imprensa, o líder da oposição na Câmara dos Deputados, Gilberto Silva (PL), classificou o veto como prejudicial à população.
“Mais um veto injustificável para prejudicar a população. Só da Paraíba, ele retirou quase R$ 50 milhões da saúde pública. Essas emendas são utilizadas pelos parlamentares para fortalecer os municípios”, afirmou.
Segundo o deputado, a retirada das emendas compromete a autonomia do Congresso Nacional.
“Sem as emendas parlamentares, o governo federal vai subjugando ainda mais o Congresso, sem as emendas parlamentares não tem como resolver os problemas básicos das cidades. É para isso que serve as emendas parlamentares tão criminalizadas pelo presidente Lula”, disse.
Gilberto Silva também afirmou que o veto será enfrentado pelo Parlamento.
“Vetou de forma irresponsável, mas nós iremos derrubá-lo. A Paraíba não pode perder recursos para que Lula possa gastar com a Lei Rouanet. O governo não tem responsabilidade fiscal e quer vetar as emendas parlamentares”, completou.
O senador Efraim Filho (União Brasil), seguiu a linha do deputado, destacando o impacto da decisão na Paraíba.
“A Paraíba teve um prejuízo. A bancada trabalhou para garantir esses recursos para a saúde, e isso faz muita falta para quem mais precisa, na hora que mais precisa”, declarou.
O senador enfatizou ainda que a bancada buscará reverter a medida.
“Vamos correr atrás desses prejuízos junto com outros estados que também foram prejudicados. A tendência é lutar pela derrubada do veto do presidente”, afirmou.
Já o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), aliado do presidente Lula, adotou uma postura mais cautelosa, afirmando desconhecer integralmente a decisão presidencial.
“Só tomei conhecimento ontem à noite, por meio de matérias que jornalisticamente foram expostas”, disse.
Segundo ele, é necessário compreender os fundamentos do veto antes de qualquer posicionamento.
“Eu sempre me caracterizei por, antes de me posicionar sobre qualquer assunto, tomar conhecimento das razões pelas quais nesse caso em específico, a presidencial da República vetou alguns desses dispositivos. Se eu falo sem saber o fundamento, eu posso incorrer em alguns equívocos, e eu não gosto de fazê-lo”, justificou.
Veneziano afirmou ainda que irá se manifestar após análise mais aprofundada.
“Peço desculpas e, ao lado delas, a compreensão para só me reportar a esse tema, e haverei de fazê-lo porque o Congresso bem proximamente haverá de se debruçar sobre os vetos presidenciais, quando tiver o completo conhecimento de causa sobre as razões que levaram o presidente a fazer isso”, concluiu.
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