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Política
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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Após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar o pedido da defesa para o ex-presidente Jair Bolsonaro ir ao hospital, o deputado e líder da oposição na Câmara dos Deputados, Gilberto Silva (PL), voltou a direcionar críticas ao magistrado.
Na última terça-feira (06), Bolsonaro sofreu uma queda na cela da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e seis meses de prisão. O episódio motivou o pedido de atendimento hospitalar, que foi indeferido.
Em entrevista à imprensa, Gilberto Silva questionou a atuação do Supremo no caso e afirmou que a decisão extrapola as atribuições da instituição.
“Primeiro que não cabe à Suprema Corte fazer esse tipo de ação, até porque a execução penal em Brasília não tem nada a ver com a Suprema Corte”, declarou.
O parlamentar voltou a classificar o ex-presidente como preso político e acusou o Estado brasileiro de tortura, lembrando o caso de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão, que faleceu de um mal súbito após passar 10 meses preso preventivamente pelos atos do 08 de janeiro de 2023.
“Todos nós sabemos que Bolsonaro é um preso político e quando nós afirmamos que querem matar o presidente, é nítido que querem matá-lo da forma que mataram Clezão. O Estado tem as mãos meladas de sangue. Estão torturando o presidente. Estão assassinando aos poucos o presidente Bolsonaro”, afirmou.
Gilberto Silva rechaçou o fato de a transferência hospitalar depender da autorização judicial.
“Uma pessoa sofre uma queda e tem que esperar despacho da Suprema Corte, de PGR, para uma pessoa ser hospitalizada. Ou seja, a Suprema Corte achou pouco ser réu, ser advogado, ser vítima, ser juíza, ser promotora, ser delegada de polícia, agora ser médica, como também ser carcereira. É um absurdo jamais visto no direito penal”, externou.
O deputado também mencionou o histórico clínico de Bolsonaro e reforçou as críticas à condução do caso.
“Não precisa o médico esperar, nem a Polícia Federal esperar o ditador da toga autorizar a transferência. Isso é um absurdo. Só em Estado de exceção que isso acontece”, apontou.
O líder da oposição ainda fez um apelo à população brasileira, clamando por compaixão à situação do ex-presidente.
“Peço a união do povo brasileiro para continuar em oração, para continuar lutando. Independentemente se você gosta ou não do presidente Bolsonaro, é um senhor de 70 anos que está sendo assassinado pelo Estado brasileiro”, concluiu.
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