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Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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*Vídeo: ParaibaOnline
O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PT) concedeu entrevista à reportagem da Rádio Caturité FM, em que fez uma análise crítica do atual cenário político nacional e estadual, avaliou os impactos da pré-campanha que vem realizando pelo Estado e projetou o desempenho do Partido dos Trabalhadores e da federação nas próximas eleições.
Ricardo afirmou que a atuação da presidência da Câmara Federal já tem reflexos diretos no processo eleitoral, mas destacou o alto nível de desgaste do Congresso Nacional perante a população.
“Eu acho que a caneta da Câmara já tem trabalhado bastante, isso é perceptível. Agora, infelizmente, o desgaste da Câmara é muito grande e, consequentemente, do presidente, que é quem pauta e conduz os trabalhos. Se você chega na zona rural, nos assentamentos, as pessoas sabem disso, todo mundo tem opinião formada”, declarou.
Ricardo Coutinho também criticou o que chamou de desigualdade no processo eleitoral, especialmente em relação ao uso de recursos públicos e benefícios em ano de eleição.
“É um absurdo permitir a entrega de brindes em época eleitoral. Quem é deputado ou senador pode entregar até um dia antes da eleição, enquanto quem está disputando não tem direito a nada. Isso torna a campanha cada vez mais desigual”, afirmou.
Ao falar sobre as perspectivas eleitorais, o ex-governador demonstrou otimismo com o desempenho do PT e da federação na Paraíba, impulsionados, segundo ele, pela rejeição ao Congresso e pela melhora na avaliação do governo do presidente Lula.
“Eu creio que, em relação à bancada do PT e da federação, nós vamos fazer no mínimo dois deputados. Estou convencido disso. Com a rejeição ao Congresso, o aumento da popularidade do presidente Lula e uma campanha diferenciada, é perfeitamente factível conquistar dois e brigar pelo terceiro no voto de legenda”, projetou.
Questionado sobre o impacto do presidente da Câmara, Hugo Motta, na eleição majoritária da Paraíba, Ricardo foi direto ao classificar a influência como negativa.
“Eu acho que é um impacto muito ruim. Hugo Motta, ao lado de Aguinaldo, são os dois grandes elos do grande capital — agrário, urbano, industrial e financeiro — com a política local. Esse fluxo passa por eles”, criticou.
O ex-governador ainda levantou questionamentos sobre os custos reais das campanhas eleitorais e a dificuldade de fiscalização por parte da Justiça Eleitoral.
“Como se mede uma campanha que tem um fundo partidário X, mas claramente custa dez vezes mais? Você vê campanhas que oficialmente têm limite de R$ 3,5 milhões, mas que na prática gastam R$ 30 milhões ou R$ 35 milhões. Isso é evidente”, disse.
Para Ricardo Coutinho, a oposição precisa ir além do confronto direto e apresentar um projeto claro para o futuro do Estado.
“Nós vamos ter uma eleição em que a oposição precisa se diferenciar. Não basta só atacar, é preciso construir, apresentar uma ideia de um mundo melhor para o Estado. Se não for dessa forma, vai perder, porque os movimentos que estão sendo colocados são extremamente fortes, e na política isso é fatal”, concluiu.
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