Justiça prorroga afastamento de delegado investigado por suposta fraude em concursos
Da Redação Publicado em 15 de junho de 2026 às 19:28
Foto: Polícia Civil
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A Justiça Federal da Paraíba prorrogou por mais 60 dias o afastamento do delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, investigado por suposta participação em um esquema de fraudes em concursos públicos conhecido como “Máfia dos Concursos”.
A decisão foi tomada pela 16ª Vara Federal da Paraíba, atendendo a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que argumentou ser necessário manter o afastamento para evitar possíveis interferências no andamento das investigações.
Além de Gustavo Xavier, o agente da Polícia Civil de Alagoas Eudson Oliveira de Matos também teve o afastamento prorrogado por mais 60 dias. Atualmente, ele está preso de forma cautelar.
Segundo a decisão judicial, o afastamento é uma medida preventiva para impedir novas interferências nas investigações e não representa uma antecipação de condenação.
A Justiça também levou em consideração a apreensão de um aparelho celular na cela onde Eudson está custodiado, além da realização de um novo concurso para os cargos de agente e escrivão da Polícia Civil de Alagoas, o que poderia comprometer a lisura do certame.
Gustavo Xavier foi alvo de mandado de busca e apreensão durante uma operação da Polícia Federal, realizada em março deste ano. De acordo com a investigação, ele é suspeito de manter ligação com um grupo criminoso sediado em Patos, no Sertão da Paraíba, especializado em fraudar concursos públicos.
As apurações indicam que o esquema atuava há mais de uma década, cobrando valores que chegavam a R$ 500 mil por vaga. O grupo utilizava métodos sofisticados, como dublês, pontos eletrônicos implantados cirurgicamente e comunicação em tempo real durante as provas.
Segundo a Polícia Federal, as fraudes teriam alcançado concursos de instituições como Polícia Federal, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), polícias civis e militares, além do Concurso Nacional Unificado (CNU).
A defesa de Gustavo Xavier e a Polícia Civil de Alagoas não haviam se manifestado até a última atualização da reportagem.