Policial

Mulher de empresário preso suspeito de violência doméstica nega agressão; polícia contesta versão

Da Redação
Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 15:57

policia civil

Foto: Ascom/Polícia Civil

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Na última segunda-feira (19), uma mulher envolvida em um suposto caso de violência doméstica registrado em um condomínio de luxo no bairro Portal do Sol, em João Pessoa, utilizou as redes sociais para negar que tenha sido vítima de agressão física.

Identificada como Helloyza Lorrane, a mulher afirmou que o episódio se restringiu a uma discussão com o companheiro e negou qualquer tipo de violência.

“A mídia está aumentando muito a história. Já me perguntaram se o meu rosto estava desconfigurado, se eu estava toda roxa e eu estou autorizando a minha imagem para esclarecer esses fatos e dizer que não houve agressão, houve uma discussão. Eu estou bem”, declarou.

No domingo (18), o empresário Alderi Neto, marido de Helloyza, chegou a ser preso em flagrante sob suspeita de violência contra a mulher. Ele foi liberado após audiência de custódia e responderá ao processo em liberdade.

Segundo decisão da Justiça, o suspeito não foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica e nenhuma medida cautelar; a medida protetiva também não foi aplicada em favor da vítima.

DELEGADA CONTESTA VERSÃO APRESENTADA
Apesar da declaração de Helloyza, a Polícia Civil contestou a versão apresentada. A delegada responsável pelo caso afirmou que a prisão ocorreu porque havia elementos suficientes para a aplicação do flagrante.

“Se foi feito um auto de prisão em flagrante é porque havia provas suficientes para isso. A polícia só trabalha com provas”, afirmou.

Ela também comentou sobre a mudança de posicionamento da vítima.

“A vítima agora está falando isso, mas eu acho que é tentando contornar a situação, não sei por qual motivo. Mas foi feito o que prediz a lei, havia provas para fazer, então fizemos”, reforçou.

SECRETARIA DA MULHER CRITICA DECISÃO JUDICIAL
A secretária de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, Lídia Moura, lamentou a liberação do suspeito sem a aplicação de medidas cautelares.

“Eu lamento profundamente que a Justiça tenha liberado esse sujeito sem nenhuma medida cautelar. A Justiça tem que ter um olhar de gênero, tem de ter a responsabilidade de olhar para os casos como são de fato”, declarou.

Lídia Moura também fez um apelo à população, destacando a importância de não julgar, mas acolher a vítima.

“Eu quero fazer um apelo às pessoas para não julgarem essa mulher. Ela diz que há excesso por parte da mídia, que foi uma discussão, mas uma discussão que nos parece, já que se constatou inclusive marcas dessa violência, ela aconteceu. Quando eu digo para não julgarmos as mulheres é que muitas não estão preparadas ainda para encerrar o ciclo da violência”, concluiu.

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