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Paraíba
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O preço da gasolina e do diesel poderá aumentar na Paraíba com o fim das medidas adotadas pelo governo federal para conter os reajustes.
O alerta foi feito por Bruno Agra, presidente do Sindicato dos Combustíveis do Interior da Paraíba, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM, nesta sexta-feira (30).
Segundo Bruno, o cenário internacional, marcado pelos conflitos no Oriente Médio e pelas dificuldades na circulação de navios petroleiros, pressiona o mercado de combustíveis.
Ele destacou que aproximadamente 40% do consumo brasileiro depende de produtos importados, o que deixa o país vulnerável às oscilações internacionais.
Para evitar que os aumentos sejam repassados imediatamente ao consumidor, o governo federal tem adotado subsídios e zerado tributos.
De acordo com o dirigente, os subsídios representam cerca de R$ 3 por litro de gasolina e quase R$ 3,50 no diesel.
“Eu acredito que, quando terminar a eficácia desta medida provisória, os preços vão aumentar, sim, e creio que não vai ser pouco, porque o subsídio é alto”, alertou.
Bruno informou que pretende procurar os Procons para apresentar as preocupações do setor diante da possibilidade de reajustes.
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Ele também explicou as diferenças de preços entre os municípios paraibanos. Em Campina Grande, os combustíveis costumam custar entre R$ 0,15 e R$ 0,20 a mais do que em João Pessoa, principalmente devido aos custos de transporte a partir de Cabedelo ou Suape, em Pernambuco.
Já nos postos localizados no percurso entre as duas cidades, como na região do Cajá, os preços menores são uma estratégia para atrair motoristas que estão viajando.
Bruno também destacou a concorrência em Campina Grande, que possui cerca de 70 postos e um mercado consumidor expressivo.
Outro ponto abordado foi a margem de lucro dos estabelecimentos. Segundo o presidente do sindicato, os postos representam aproximadamente 12% da margem bruta na cadeia de comercialização, que envolve produção, distribuição e revenda.
Na área de atuação da entidade, são mais de 300 postos distribuídos em 74 municípios, enquanto a Paraíba possui cerca de 720 estabelecimentos.
Bruno ainda defendeu a ampliação da capacidade de refino do Brasil para reduzir a dependência de combustíveis importados. Apesar das grandes reservas de petróleo, o país continua exportando a matéria-prima e importando parte dos produtos já refinados.
“Nós temos muito petróleo, o que nos falta chama-se refinaria”, afirmou, destacando também o potencial da Margem Equatorial para ampliar a produção nacional e impulsionar a economia do Nordeste.
Ouça a entrevista completa:
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