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Paraíba
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil/Arquivo
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A campanha “Mesmo que ninguém veja”, desenvolvida pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) em parceria com a Igreja Católica, busca ampliar a conscientização e a prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher.
O tema foi abordado pela juíza Graziela Queiroga Gadelha de Sousa, coordenadora da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJPB, em entrevista à Rádio Caturité FM.
Inicialmente articulada com a Arquidiocese da Paraíba, a iniciativa chegou à Arquidiocese de Campina Grande para fortalecer o diálogo e orientar lideranças religiosas sobre como acolher e encaminhar mulheres em situação de violência.
“A sociedade como um todo precisa realmente estar envolvida. E a igreja é um espaço onde as mulheres, por estatísticas, já sabemos que buscam, seja para aconselhamento, seja para orações. A gente precisou e entendeu o importante também estar nesses espaços”, explicou a magistrada.
Durante a entrevista, Graziela destacou a gravidade da violência praticada dentro dos próprios lares e a necessidade de reconhecer comportamentos abusivos antes que se agravem. Segundo ela, ameaças, xingamentos e humilhações não devem ser tratados como situações normais nos relacionamentos.
“A gente não identifica uma violência, ela não começa da pior forma, ela começa de forma sutil e vai crescendo”, alertou.
A juíza também chamou atenção para as diferentes formas de violência previstas na Lei Maria da Penha, como a física, psicológica, moral, patrimonial e sexual. Ela ressaltou que a violência psicológica pode deixar consequências graves para a saúde emocional das vítimas e que a prevenção depende do envolvimento de toda a sociedade.
As mulheres que enfrentam essas situações podem buscar ajuda nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, nos Centros de Referência da Mulher, na Defensoria Pública, no Ministério Público e no Poder Judiciário. A magistrada reforçou ainda a importância do apoio de familiares, amigos e pessoas de confiança para que a vítima não se sinta sozinha ou culpada.
Graziela destacou a possibilidade de solicitar medidas protetivas de urgência para impedir a aproximação ou o contato do agressor. Segundo ela, o TJPB conta com um núcleo que recebe solicitações de todo o estado e analisa os pedidos em menos de 24 horas.
“A medida protetiva realmente protege. Ela vai trazer àquela mulher aquele socorro imediato, para que aquele homem autor de violência não se aproxime, não entre em contato”, afirmou.
Para denúncias e pedidos de ajuda, a população pode recorrer ao 180, Central de Atendimento à Mulher; ao 197, canal da Polícia Civil para denúncias, inclusive anônimas, conforme as condições de atendimento; e ao 190, em situações de emergência.
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