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O jornalista e âncora da Rede CBN de Rádio, Milton Jung, defendeu nesta segunda-feira (19) o papel do jornalismo no combate à desinformação, na fiscalização dos discursos públicos e na cobrança de posicionamentos de autoridades.
A declaração foi feita no II MidiaCom, em Campina Grande, que tem como objetivo discutir o futuro do rádio diante das transformações nos meios de comunicação.
Para Jung, o veículo mantém sua relevância graças, especialmente, à qualidade do trabalho desenvolvido pelos profissionais.
“O rádio continuará presente na vida das pessoas com todas as mudanças, ampliação dos canais de comunicação. Ele resiste graças à sua qualidade, às características que tem desde a origem e ao trabalho que os profissionais de rádio continuam fazendo”, declarou.
JORNALISMO COMO RESPONSABILIDADE
O jornalista também ressaltou a importância da paixão pela profissão e da transmissão de conhecimento como forma de construir um legado.
“Tudo é comunicação e eu sou apaixonado por essa prática, e vejo como uma responsabilidade e obrigação de compartilhar esse conhecimento com outras pessoas. […] O mais bonito desse trabalho é você levar à frente, passado o seu tempo, você perceber que deixou um legado”, afirmou.
COBRANÇA E INDEPENDÊNCIA
Milton Jung destacou ainda que os jornalistas não devem se deixar influenciar por discursos fáceis nem abrir mão da responsabilidade de questionar quem ocupa espaços de poder.
“Nós não podemos ser contaminados por esse discurso fácil que nos oferecem. Nós temos obrigação de cobrar dessas pessoas que querem nos representar no espaço público suas posições, e cabe ao jornalista fazer essa mediação: cobrar, saber argumentar e contextualizar, trazendo a verdade”, pontuou.
Jung também defendeu uma postura respeitosa, mas independente, e alertou para o risco de o profissional se limitar a reproduzir declarações sem questionamento.
“Tomar o cuidado de não faltar o respeito, mas principalmente não ser subserviente, porque, por mais que a autoridade mereça o respeito, você tem obrigação como jornalista de questionar, cobrar e identificar quando está errado. Se não, a gente se transforma apenas em alguém que segura o microfone para que as pessoas falem o que bem pensam, e, para isso, bastam as redes sociais”, ressaltou.
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