Fechar
O que você procura?
Paraíba
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Continua depois da publicidade
Continue lendo
A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chegou ao 15º dia nesta quinta-feira (24), sem acordo entre os trabalhadores e a direção do banco.
Em entrevista à Rádio Caturité FM, Esdras Luciano, do Sindicato dos Bancários de Campina Grande, informou que duas propostas apresentadas pela Caixa desde o início da paralisação, em 10 de setembro, foram rejeitadas em assembleias. A mais recente foi analisada pelos trabalhadores no dia 21.
Segundo Esdras, uma audiência de mediação solicitada pelo Ministério Público do Trabalho ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) ocorreu nesta quarta-feira (23), mas não houve avanço nas negociações.
Os trabalhadores agora aguardam que a Caixa retome o diálogo e apresente uma nova proposta.
O principal ponto de reivindicação envolve o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários.
De acordo com o representante sindical, a Caixa teria registrado déficit no plano e, nas propostas apresentadas, buscado aumentar os custos para os empregados.

Foto: ParaibaOnline/Arquivo
Esdras explicou que a Caixa estabeleceu em seu estatuto um teto de custeio correspondente a 6,5% da folha de pagamento. Segundo ele, esse limite teria dificultado a manutenção da proporção de 70% dos custos para a empresa e 30% para os funcionários.
“A reivindicação dos trabalhadores é que a Caixa retire o teto, volte a custear o plano na proporção de 70 a 30”, afirmou.
Outro ponto defendido pelos empregados é a inclusão dos trabalhadores que ingressaram na Caixa após 2018 no direito de manutenção do plano de saúde durante a aposentadoria. Para o sindicato, a mudança garantiria isonomia entre os funcionários.
Esdras avaliou ainda que, apesar de existir possibilidade de a Caixa voltar à mesa de negociação, seria difícil encerrar a paralisação ainda nesta semana, já que uma eventual nova proposta precisaria ser analisada pelos trabalhadores em assembleia.
Sobre o atendimento à população, o representante sindical afirmou que não existe, na legislação de greve, um percentual mínimo específico de bancários que precisem permanecer trabalhando. Segundo ele, na categoria bancária, o serviço considerado essencial é a compensação bancária, atualmente realizada de forma digital.
Ainda de acordo com Esdras, na base de Campina Grande e região, os caixas eletrônicos seguem funcionando e sendo abastecidos normalmente, como forma de minimizar os impactos da paralisação para a população.
© 2003 - 2026 - ParaibaOnline - Rainha Publicidade e Propaganda Ltda - Todos os direitos reservados.