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Paraíba
Foto: Toni Bernardino/ Ascom-UFPB/Arquivo
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A produção de café na Paraíba, que já teve grande importância econômica para o estado, está sendo retomada por meio de um projeto desenvolvido por pesquisadores, produtores rurais e instituições parceiras.
O tema foi destacado pelo engenheiro agrônomo Fábio Agra Medeiros, que ressaltou o potencial da cafeicultura para impulsionar o desenvolvimento rural e o turismo na região do Brejo e Agreste paraibanos.
Segundo Fábio Agra, a iniciativa é liderada pelo professor Guilherme Podestá, pesquisador do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no campus de Areia, por meio do Núcleo de Estudos em Cafeicultura (Necaf).
O projeto reúne pesquisadores, estudantes, técnicos e produtores em atividades como dias de campo, seminários, capacitações e pesquisas voltadas à reintrodução da cultura do café no estado.
O agrônomo lembrou que a Paraíba já foi uma importante produtora de café e que cidades como Bananeiras tiveram sua economia impulsionada pela atividade, com a antiga linha férrea sendo utilizada para o escoamento da produção.
A cultura, porém, perdeu força ao longo dos anos, principalmente em razão de uma praga que atingiu os cafezais e reduziu drasticamente a produção.
De acordo com ele, o cenário atual é diferente graças ao avanço da pesquisa agrícola. Hoje, os produtores contam com variedades mais resistentes e adaptadas às condições climáticas da região, especialmente do tipo arábica, além de mudas certificadas, produzidas por viveiristas credenciados e pela própria universidade.
O projeto conta com a parceria de instituições como Sebrae, Embrapa, Atura (Associação de Turismo Rural e Cultural de Areia) e Epamig, além de pesquisadores da UFPB.
Um dos próximos passos será a implantação de um campo experimental de café em Lagoa Seca, ampliando os estudos e as ações de difusão da cultura no Agreste paraibano.
Outro destaque é a integração da cafeicultura com o agroturismo. A proposta é incentivar a produção de cafés especiais, orgânicos e gourmet, agregando valor ao produto e criando novas oportunidades de renda para os agricultores, além de fortalecer o turismo rural na região.
Fábio Agra também citou a parceria com o município de Taquaritinga do Norte (PE), referência na retomada da cafeicultura, e informou que o professor Alexandre, da UFPB em Bananeiras, também participa das pesquisas e da disseminação de tecnologias voltadas ao cultivo do café.
Durante a participação, o agrônomo anunciou ainda que convidou o professor Guilherme Podestá para participar de um programa de rádio e do Agrotec, evento previsto para novembro no campus da UFPB em Lagoa Seca, onde deverá abordar temas como escolha de variedades, plantio, manejo e adubação do cafeeiro.
Além disso, destacou a realização do Festival dos Cafés do Brejo Paraibano, programado para setembro, evento que deverá reunir produtores, pesquisadores, empreendedores e visitantes para divulgar a produção regional e fortalecer a cadeia produtiva do café na Paraíba.
Segundo ele, a expectativa é consolidar a retomada da cafeicultura como uma atividade economicamente viável, sustentável e integrada ao desenvolvimento do turismo rural no estado.
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