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O aumento do percentual de etanol anidro na gasolina, que passou de 30% para 32%, pode resultar em mais gastos com manutenção e acelerar o desgaste de componentes dos veículos.
O alerta é do mecânico Washington Bandeira, que há 40 anos atua no setor de reparação automotiva.
Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM, Washington afirmou que tanto carros flex quanto os movidos apenas a gasolina podem sentir os efeitos da mudança na composição do combustível, especialmente os modelos mais modernos equipados com injeção direta.
“O álcool é muito corrosivo e tem baixo poder de lubrificação. Isso acaba provocando desgaste em mangueiras, válvulas, bombas e bicos injetores. Nos carros com injeção direta, o problema tende a ser ainda maior”, afirmou.

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Segundo o mecânico, a expectativa é de aumento na procura por oficinas devido aos danos causados pelo combustível. Ele também orienta que motoristas de veículos flex priorizem o abastecimento com gasolina para reduzir o desgaste dos componentes.
Washington ainda desmistificou a crença de que o etanol “limpa” o sistema de combustível. “Isso é um mito. O álcool não faz limpeza. O que acontece é que ele contamina menos o óleo do motor, mas não tem essa função”, explicou.
Para o especialista, o problema não está na tecnologia dos veículos, mas na qualidade do combustível disponível.
“Os carros evoluíram muito. O que preocupa é o combustível, que acaba comprometendo a durabilidade dos motores e aumentando os custos de manutenção”, concluiu.
Ouça a entrevista:
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