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Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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A Academia de Letras de Campina Grande (ALCG) realiza, nesta quinta-feira (16), a eleição que definirá os novos ocupantes de três cadeiras da instituição, abertas após o falecimento dos acadêmicos Everaldo Lopes, Ednaldo Alves e Thomas Bruno.
Ao todo, 11 candidatos disputam as vagas, em um processo que reconhece a trajetória e a contribuição de nomes ligados à literatura, à cultura e à produção intelectual da cidade e da região.
Em entrevista à Rádio Caturité FM, o presidente da ALCG, Thélio Farias (foto), destacou que, apesar da tristeza pela perda dos três imortais, a Academia dá continuidade à sua missão de preservar a cultura e fortalecer a produção literária.
“Lamentavelmente perdemos três grandes nomes da Academia. A imortalidade deles será sempre cultuada, mas vamos fazer eleição para essas três cadeiras e temos onze candidatos.”
Na cadeira nº 39, que pertenceu a Everaldo Lopes, concorrem Fred Ozanan, Marineuma Costa e Rozy Flor. Para a cadeira nº 32, anteriormente ocupada por Ednaldo Alves, disputam Daniel Guimarães Gonçalves, Saulo Medeiros da Costa e Silva, Isabelly Pires, Ivonaldo Guedes e Patrícia Rosas. Já para a cadeira de Thomas Bruno, os candidatos são Cidoval Morais, Ricardo Alves de Souto e o maestro Roniere Leite Soares.
Thélio Farias ressaltou que todos os concorrentes possuem uma trajetória consolidada e reúnem méritos para integrar a Academia.
“Podemos constatar que todos são nomes de grande relevância para nossa cidade e região e têm merecimento para ocupar os quadros.”
O presidente explicou que o Estatuto da Academia estabelece critérios rigorosos para a candidatura, entre eles a publicação de livros e a atuação comprovada em projetos culturais.
“O Estatuto prevê vários requisitos. Tem que ter livro publicado, tem que ter militância, projetos culturais e quem cumprir esses requisitos pode se candidatar após as formalidades.”
Apesar de ser uma eleição restrita aos membros da Academia, Thélio destacou que a escolha é baseada na análise do mérito de cada candidato.
“É uma eleição diferente, pois é restrita, mas o valor que se escolhe é o valor que os acadêmicos entendem por mérito, sem deixar de reconhecer que todos têm o seu mérito.”
A votação acontece na sede da Academia de Letras de Campina Grande, localizada na Rua Desembargador Trindade, nº 435, durante o período da manhã, com acesso aberto aos candidatos e ao público interessado.
Os eleitos terão até um ano para tomar posse em cerimônia solene, quando receberão a medalha, a indumentária oficial e o certificado que simboliza o ingresso no quadro dos imortais da instituição.
Ouça a entrevista:
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