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Foto: Ascom
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A Prefeitura de João Pessoa está investindo R$ 65 milhões em três projetos habitacionais voltados à revitalização do Centro Histórico da Capital.
As iniciativas são realizadas em parceria com o Governo Federal e incluem a reforma de dois prédios históricos no Ponto de Cem Réis, além da construção do Residencial Rio Sanhauá, no bairro do Varadouro.
Segundo a secretária de Habitação Social, Socorro Gadelha, os empreendimentos são considerados prioritários pela gestão do prefeito Leo Bezerra por aliarem preservação do patrimônio histórico à oferta de moradia digna, contribuindo para reduzir o esvaziamento populacional da região central.
No Ponto de Cem Réis, um dos projetos é a recuperação do antigo prédio do Ipase, que será transformado no Residencial Antônio Júnior.
O imóvel, cedido pela Superintendência do Patrimônio da União, está sendo reformado por meio do programa Minha Casa Minha Vida Entidades, em parceria com a União Nacional por Moradia.
O investimento é de R$ 21 milhões para a criação de 50 apartamentos, área de convivência e espaços comerciais no térreo.
O segundo retrofit acontece no Edifício das Nações Unidas, onde estão sendo aplicados R$ 15 milhões para a construção de 39 apartamentos, além de áreas de convivência e salas comerciais.
Já no Varadouro, está em construção o Residencial Rio Sanhauá, com investimento de R$ 29 milhões. O empreendimento contará com 108 apartamentos destinados a famílias que vivem em áreas de risco no Porto do Capim. O conjunto habitacional terá estacionamento e infraestrutura de convivência.
De acordo com Socorro Gadelha, a proposta é recuperar imóveis históricos que estavam abandonados e transformá-los em moradias, fortalecendo a ocupação do Centro Histórico e devolvendo dinamismo à região.
O projeto do antigo Ipase já recebeu o Prêmio Nacional Minha Casa Minha Vida, concedido pelo Ministério das Cidades, por ser considerado um modelo pioneiro de retrofit habitacional. O presidente do Movimento Nacional por Moradia na Paraíba, Alberto Freire, destacou que o prédio estava abandonado desde a década de 1980 e foi ocupado por famílias sem teto em 2013. Segundo ele, a parceria entre o movimento, a Prefeitura e o Governo Federal tornou possível a recuperação do imóvel.
O projeto arquitetônico foi desenvolvido por Yuri Duarte e recebeu apoio da Secretaria de Habitação Social. Para Alberto Freire, a recuperação de edifícios antigos para fins habitacionais representa uma alternativa eficiente para revitalizar o Centro Histórico.
Inaugurado em 1951, o antigo prédio do Ipase é considerado um marco da arquitetura modernista de João Pessoa. De acordo com o engenheiro Ayrton Ramon, responsável pela obra, a fachada será preservada, enquanto toda a estrutura interna está sendo modernizada com novas instalações elétricas e hidráulicas, elevadores, rampas, escadarias e melhorias na acessibilidade.
O Edifício das Nações Unidas, inaugurado em 1957, também passa por uma ampla restauração. Segundo Lucas Costa, responsável pela obra, o empreendimento contará com tecnologias modernas, como divisórias em drywall, isolamento acústico e modernização completa das instalações prediais.
Já o Residencial Rio Sanhauá está sendo construído em um terreno antes abandonado, onde funcionava uma antiga concessionária de veículos, e deve oferecer moradia para famílias que atualmente vivem em condições de vulnerabilidade na região do Porto do Capim.
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