Fechar
O que você procura?
Paraíba
Foto: ParaibaOnline/Arquivo
Continua depois da publicidade
Continue lendo
A gerente da Pessoa Idosa de Campina Grande, Rosemary Torres (foto), destacou, em entrevista à Rádio Caturité FM, a importância da conscientização e do combate à violência contra a população idosa.
Segundo ela, o tema escolhido para as ações deste ano foi definido a partir das demandas identificadas pelas equipes técnicas dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), que acompanham casos de violação de direitos no município.
De acordo com Rosemary, o enfrentamento à violência contra a pessoa idosa exige o envolvimento de toda a sociedade.
“Precisamos prestar atenção e combater essa realidade. Não é uma responsabilidade apenas do poder público. As famílias, a sociedade e as próprias pessoas idosas precisam compreender o que é violência e quais situações configuram crime para que possam se proteger e denunciar”, afirmou.
As ações de conscientização tiveram como foco dois públicos principais: os idosos e os estudantes da rede pública de ensino.
A estratégia busca não apenas informar quem já vivencia o processo de envelhecimento, mas também formar nas novas gerações uma cultura de respeito e valorização da pessoa idosa.
“Nós entendemos que o respeito à dignidade também precisa ser aprendido. É importante que crianças e adolescentes compreendam que envelhecer faz parte do ciclo natural da vida e que as pessoas idosas precisam ser respeitadas, ouvidas e valorizadas”, ressaltou.
Rosemary chamou atenção para o envelhecimento da população brasileira e para a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas ao cuidado e à garantia de direitos.
“O país está envelhecendo e Campina Grande faz parte dessa realidade. Por isso, investimos em informação, fortalecimento de vínculos e participação ativa das pessoas idosas, para que elas conheçam seus direitos e não permitam situações de violência ou negligência”, explicou.
A gestora também destacou que os desafios são diversos e envolvem diferentes grupos sociais, incluindo idosos em comunidades quilombolas, indígenas, população LGBT e pessoas privadas de liberdade.
“Existem múltiplas velhices e muitos desafios ainda precisam ser enfrentados. Mas acreditamos que eles podem ser superados por meio da informação, da conscientização e do compromisso coletivo com a defesa da dignidade da pessoa idosa”, concluiu.
© 2003 - 2026 - ParaibaOnline - Rainha Publicidade e Propaganda Ltda - Todos os direitos reservados.