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Foto: Leonardo Silva/ParaibaOnline/Arquivo
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O senador Efraim Filho (PL), pré-candidato ao Governo da Paraíba, questionou, nesta segunda-feira (18), a parceria público-privada (PPP) firmada pela Cagepa com a empresa espanhola Acciona, que prevê investimentos de cerca de R$ 3 bilhões para ampliar o esgotamento sanitário em 85 cidades paraibanas.
O contrato foi fechado na última sexta-feira (15), após a empresa vencer o leilão da concessão.
O projeto prevê investimentos ao longo de 25 anos, com expectativa de beneficiar aproximadamente um milhão de habitantes no Estado.
Efraim criticou a condução do leilão e apontou falta de debate público e transparência sobre o tema.
“Um leilão feito praticamente às escondidas, sem repercussão prévia, sem discussão na Assembleia, em sindicatos, sem conversar com o povo da Paraíba, que é o maior interessado. Estão fazendo moeda de troca com a água e com o saneamento do nosso estado”, disse.
Empresa espanhola ganha leilão de saneamento na Paraíba sem concorrente
O senador também questionou o fato de apenas uma empresa ter participado da disputa.
“O que mais chama atenção e estranha é o fato de só uma empresa estrangeira ter desejado participar. Ninguém do mercado nacional, nenhuma outra empresa de qualquer outro lugar se interessou em participar e isso prejudica a Paraíba, porque esse tipo de leilão é para valorizar a concorrência, e em outros estados a média é de 20% de desconto na prestação de serviço, ou seja, o paraibano saiu perdendo e deixou de ter um desconto para pagar mais barato pela sua água porque não teve concorrência”, declarou.
Efraim ainda levantou questionamentos sobre o momento em que o processo foi concluído e cobrou mais esclarecimentos sobre o contrato firmado.
“Por que não foi o governo João que passou sete anos e três meses quem fez? Aí Lucas em 15 dias de governo, os Ribeiro, já trazendo esse tema? Então, o procedimento adotado chama atenção, pairam dúvidas e necessidades de investigações, denúncias que já acontecem contra essa empresa em outros lugares”, apontou.
O pré-candidato afirmou que a oposição irá acompanhar os desdobramentos da parceria e não descartou medidas para tentar reverter a concessão.
“Nós vamos estar atentos e agindo e, se for o caso, é hora de se pensar em reverter essa decisão pela falta de interesse daqueles que deveriam ser os maiores beneficiados que é o povo da Paraíba”, garantiu.
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