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*Vídeo: ParaibaOnline
A campanha “Maio Amarelo”, voltada à conscientização e redução de acidentes no trânsito, tem mobilizado o Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba em ações educativas nos 223 municípios paraibanos.
Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Caturité 104.1 FM, o instrutor do Detran-PB, Saulo Florindo, destacou o trabalho desenvolvido junto ao público jovem.
“Nós procuramos atingir o público jovem, o adolescente entrando na juventude, já acima de 14 anos, porque nós entendemos que esses jovens hoje já dirigem, já pilotam, e é preciso levar a informação para eles”, afirmou.
Segundo Saulo, a educação no trânsito vai além da obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
“A educação no trânsito começa pela informação, não é só ter a CNH. É você procurar saber como usar o seu veículo e o seu trajeto para que não possa vir nenhuma ocorrência de um sinistro que seja doloroso”, ressaltou.
O instrutor também chamou atenção para a resistência de parte da população ao uso do capacete, especialmente em cidades do interior.
“Muitos não querem usar. Eu já cheguei até a ouvir que é matuto usar capacete na cidade. O capacete, além de salvar vidas, reduz em 40% o risco de morte e 70% o risco de lesões graves”, alertou.
Durante as ações pelo estado, Saulo afirmou perceber uma deficiência no entendimento básico sobre trânsito até mesmo entre candidatos à habilitação.
“Eu tenho a oportunidade de conversar com os candidatos que estão prestes a fazer o teste de habilidade lá no Detran. Você pergunta o que é trânsito, ninguém responde. Você acabou de fazer aula em autoescola para tirar a CNH, mas você não sabe o que é trânsito”, criticou.
Ele ainda destacou que a distração e a condução automática estão entre os principais fatores de risco nas vias.
“As pessoas dirigem por hábito e, quando dirigem por hábito, outro que vem cruzando com você também está dirigindo por hábito, está num celular, está sem cinto de segurança. Você está na pressa e a pressa no trânsito deixa a marca que o tempo não apaga, porque você não se prepara para ir para o trânsito”, pontuou.
Apesar dos desafios, o instrutor demonstrou esperança nos resultados das ações educativas promovidas pelo órgão.
“A colheita vai demorar um pouco, mas a gente não pode parar. O trânsito está carente, está precisando de informação”, afirmou.
Saulo Florindo defendeu ainda uma maior carga de formação educativa para candidatos à CNH.
“Toda essa resolução que aconteceu em dezembro, eu sou muito a favor. Eu só faço uma crítica construtiva: era para ter inserido mais na educação, ter exigido que o aluno que está prestes a conquistar sua CNH passasse pelo menos quatro horas numa sala de aula conversando sobre trânsito”, concluiu.
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